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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Livro "O Pescador"já está disponível no site da Chiado Editora


O livro do nosso blogueiro Marcello Silva, já está disponível no site da Chiado Editora. O livro físico custa R$ 30,00 (11,00 Euros) e o Ebook R$ 9,00 (3,00 euros). Em breve poderá ser efetuada a compra pessoalmente com o autor. Local e data do lançamento ainda a ser marcado. 


Obs: Reservas já podem ser feitas pelo email marcsantosilva@gmail.com ou pela fanpage O Pescador

Data de publicação: Outubro de 2015
Número de páginas: 148
ISBN: 978-989-51-4930-8
Colecção: Prazeres Poéticos
Género: Poesia


Sinopse

Palavras pescadas do âmago da rotina, sob uma óptica poética peculiar. O autor põe em suas metáforas, uma intensidade e uma verdade que chega a transbordar, pelas páginas, uma vontade de sermos o próprio texto.

Desde os devaneios de suas paixões, passando pela saudade da terra natal, até ao contexto social político, O Pescador navega em uma poesia bruta e sutil. Paradoxo? Simetria, talvez.

Ler esta obra é se apaixonar pela simplicidade que as metáforas ainda podem nos provocar na alma.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Livro "O Pescador" - Marcello Silva

Assinei, recentemente, um contrato com a Chiado Editora, a maior editora em língua portuguesa do mundo, para publicação e comercialização do livro de poesias e crônicas “O Pescador”. O projeto do livro já estava em andamento, entretanto, para uma produção independente. Com o ‘okay’ da Chiado a obra ganha nova roupagem.

A primeira edição é de 1.000 exemplares, sendo que a venda e distribuição de 200 unidades ficarão por conta do autor e os demais por conta da editora, disponibilizados em várias plataformas de venda: sites, livrarias, etc.

As ilustrações da obra será do artista plástico chavalense Frank Carneiro. Quanto ao prefácio ficará por conta da professora Fátima Oliveira que definiu a obra assim: “... a ousadia presente em cada poema estimula também, o pensamento e o desejo juvenil de quem o ler, são desejos de amar, de se apaixonar, proporciona sentimentos exagerados a ponto de excitar a vida e suas aventuras, sobretudo a vontade de vivê-la...”

Sobre o autor: 

Marcello Silva é bacharel em Contabilidade pela Universidade Federal do Piauí e blogueiro. Nasceu na Zona Rural de Chaval/CE, na Fazenda Poção. Começou a rascunhar poesia no ensino fundamental ao observar, nos livros didáticos, os poemas dos grandes mestres da literatura mundial. 

É filho de agricultores e morou na zona rural ate aos vinte anos, onde aprendeu a observar a natureza e pescar a poesia de seu silencio.


Sobre a editora:

A Chiado Editora é especializada na publicação de autores portugueses e brasileiros contemporâneos, sendo neste momento a maior editora em Portugal neste segmento, e uma das editoras em maior crescimento no Brasil. Em pouco mais de sete anos de existência, a Chiado Editora revolucionou o mercado do livro em língua portuguesa, editando mais de 1000 novos títulos por ano 

Texto aliciante: 

Palavras pescadas do âmago da rotina, sob uma óptica poética peculiar. O autor põe em suas metáforas, uma intensidade e uma verdade que chega a transbordar, pelas páginas, uma vontade de sermos o próprio texto.

Desde os devaneios de suas paixões, passando pela saudade da terra natal, até ao contexto social político, O Pescador navega em uma poesia bruta e sutil. Paradoxo? Simetria, talvez.

Ler esta obra é se apaixonar pela simplicidade que as metáforas ainda pode nos provocar na alma.

Welligton Magalhães – Site Chavalzada



Links: 



A última quimera

Engana-se quem pensa que o respirar seja o último ato de vida. Há tantas formas, horripilantes de morrer, mas, certamente a mais desgraçada seja aquela em que, ainda, é fogosa a respiração e os ‘sentidos’ biológicos permaneçam em pleno funcionamento.


Morre, miseravelmente, aquela insana criatura que já não mais sonha, que não tem algo pelo qual esperançar. Morre lentamente o homem que não rir da insignificância; das metáforas; das rosas; das pedras... Do silencio até. Morre aquele cujo infinito agora é um amigo estranho de face fugidia. Morre em desventura, o ser infame que não sonha com a possível glória do amanhã. 

Morre, diariamente, milhares desses indivíduos e que, como zumbis, perambulam sobre a existência. Se não sonhas, se não acreditas, se não tem esperança, então não vives! Lamento dizer... Corpos ambulantes cujas almas exalam mau cheiro pela face da terra.

A esperança é a última quimera e ela sobrevive ao homem. O corpo se vai, mas, ela sobreviverá nos sonhos de outrem.




O Pescador - Chaval, junho de 2015

As três meninas

Não sei qual das três é a mais menina, tão faceiras assim, como poderei diferencia-las? Três mulheres e algo em comum, não sei é a “covinha” do rosto ou o jeito simples de andar. As duas meninas menores é a quarta geração, contada a partir da menina maior. Entretanto, entre elas, duas outras gerações de ‘Marias’ completa o ciclo.


Quantas mudanças nesse, quase, um século de diferença entre elas. No entanto, alguma coisa permanece como sempre e sempre permanecerá assim. E como permitir um diálogo entre elas sem notar o choque de geração? Inevitável. Uma faz paçoca de torresmo no pilão de pau d’arco e as outras ingerem achocolatado industrializado; uma brincou de boneca-de-pano e a outras duas brincam em aplicativos de tablet e smartphones; uma não teve oportunidade de estudar, as outras já querem aprender inglês.

Mundo, vasto mundo, em que volta agora tu estás?! A menina mais velha transborda sabedoria, as meninas mais novas tem sede de conhecimento. Como chegar a um acordo ou o que dizer a elas? Não, é São Jorge matando o dragão! Não, são crateras causadas por meteoritos! Sim, lobisomens existem! Não, lobisomens não existem, isto é lenda!

Enquanto isto, degusto meu café feito por uma das ‘Marias’, cuja essência, é repassada de geração em geração do princípio à eternidade...


*Dedicado a Maria da Conceição, Maria Cecília e Alessandra

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Basta!


É como se me bastasse esse instante em que habito

É tudo de necessário que necessito para existir
Gritos do passado ecoam nas paredes e eu os renego
Como quem dispensa a droga que o alimenta, por saber que ela também o matará...

Renego teus beijos e tuas promessas fáceis 
Esse teu cheiro de éter não mais me ludibriará 
Já conheço seus truques... Mágica repetida

Basta!

Não quero voltar a habitar teu mundo incerto
Ainda que belo e alucinógeno. Não, não a quero!
Basta!



segunda-feira, 23 de março de 2015

Doce Veneno


Me perdi no instante em que te vi
Me desgracei em tua graciosidade
Malévola princesa...

Que é isto de insano em ti,
Que, ao passo que me sustenta,
Também me devora ?

Querer teu amor
É mesmo que desejar cicuta
É morrer por uma razão que só eu conheço...

Marcello Silva - PHB, 2015

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Rua Afonso Pena

A princípio poderia ser, apenas, mais uma Rua Afonso Pena dentre as dezenas existentes no Brasil. Mas, não. Não está situada no bairro Pindorama na cidade de Parnaíba-PI. Esta rua tem suas peculiaridades que a torna única. Pista estreita, retilínea e asfalto negro igual a tantas outras. Mas, é a sua gente, é o seu povo que vivem suas casas ou desfilam por tuas calçadas, que faz a diferença.

A rua acorda antes do sol, às 5:00 horas da manhã os passarinhos começam a disputar atenção com a voz rouca do peixeiro: “olha o peeeeixe!”. Aquele grito entra no meu sono como uma pedrada. É o primeiro alarde do despertar do dia. Às 06:00 horas é a vez do senhor da tapioca, cuja face e nome também desconheço, porém, sua voz reconheço a quilômetros. E ele insiste em parar em frente ao portão e gritar algumas vezes: “tapiooooca!” e este é um tapa no meu último sono. Desperto. Tenho vontade de ir lá dá bom dia ao senhor e comprar algumas tapiocas para ver se são tão boas quanto as que minha avó faz, mas, aquela preguiça matutina não deixa. Ainda tenho meia hora. É quando passa o “homem do cuscuz” e o grito desse é mais hilário e eu não saberei descrevera aqui. Tive que ouvir por uma semana para compreender o que dizia: “cus...cuzzzz!” algo assim. O cuscuz eu já provei e é bom, claro que não se compara com o cuscuz de milho feito na comunidade Poção (Chaval/CE), mas, é apreciável. 
 
A Afonso Pena é uma reta, em cujo asfalto, além dos vendedores ambulantes, também passam pessoas “normais” sem gritos e sem pressa alguma. Nas calçadas nos finais de tarde se observa cadeiras, conversas... Café. De vez em quando aparece um “engraçadinho” se sentindo o dono da rua com sua moto “envenenada” empinando pneu, se exibindo... Caindo. 
 
Nos finais de semana tem os famosos “espetinhos”, são uns quatro ao longo da rua, além dos assados de carnes, baião e feijoada, neles também são vendidos um sarapatel e uma panelada que são coisas absurdas de boas.
 
‘Eita vidão!’ sentar na calçada ao domingo e observar o movimento de pessoas, coisas, sons... Vidas. Rua Afonso Pena parece um ser com vida própria, em cujas vias (veias) pulsa um sangue negro de concreto.
 
P. S.: Afonso Pena foi presidente do Brasil entre 1906 e 1909.
 
Marcello Silva – PHB, 01 de Fevereiro de 2015.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Crepuscular



(a Carmen Silvia Presotto)

Cai a tarde aos pés
Implorando poesias.
Declamo Billac
Leio Carmen

Café puro me congela os neurônios
o conhaque falsificado não me alegra…
Tenho a tarde e as dobras do tempo
em encaixes com postigos…

Entre poemas invento veredas
vestígios de caligrafia
sinais de poesias.

Me identifico…
me perco entre metáforas na solidão crepuscular…


Marcello Silva

sábado, 3 de janeiro de 2015

Taquicardia


Ela adentrou aquele recinto como se trouxesse, no olhar, todos as minhas fantasias. Anjo? Mulher? Quem era enfim, aquele ser que passava...Desfilava com batom vermelho, rosto corado de blash. Como ela descobriu minha realidade? De que portal ela fugiu dos meus sonhos?
Seus olhos fugidios, fingem não me ver... Sensualiza. Vento no rosto, cabelo esvoaçam, parecem chamas... Coração queima... Taquicardia.


P.S: 
AMOR PLATÔNICO.
No romantismo - sinônimo do amor inatingível do qual o amante teria a satisfação no espírito - o sentimento de amor, por si, já se basta.
(Dizem que os poetas não sobrevivem sem seus amores platônicos)


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Mãe, bicho estranho ...


(à Mª de Lourdes V. Silva)

Mãe...
Que bicho estranho é este,
Que sangra lágrimas nas madrugadas?
Que morre todo dia para dá vida à sua prole?
Suicida?
Deveras

De que matéria é constituída?
Parece concreto.
Irredutível rocha

Doce engano...

É maleável
Frágil cristal
Flor das serranias.

E, dizem, que seu colo possui a sinfonia dos anjos e querubins
E seus afagos, o cânticos dos deuses.


Marcello Silva

sábado, 6 de dezembro de 2014

Futebol amador – A inexplicável paixão

Quando trouxe o futebol para o Brasil, talvez Charles Miller não imaginasse a proporção que este esporte ganharia aqui em terras tupiniquins. Hoje, longe dos grandes palcos e espetáculos futebolísticos, este esporte tem função essencial na vida cotidiana dos brasileiros. Em cada terreno baldio, fundo de quintal, ruas, várzea... Enfim, tem alguém jogando bola, pelada, rachão etc.

Aqui, chuteira é artigo de luxo e o fardamento é a pele suada encoberta de poeira. Ou se joga no time A de camisa ou no time B sem camisa. A bola é só um detalhe, basta que seja uma esfera que role e se terá gente correndo atrás dela. Alguns detalhes são peculiares do futebol amador: dentre os quais poderemos citar que, aqueles que possuem melhor técnica e/ou habilidade são os primeiros a serem escolhido, quando se forma os times e os que não são tão íntimos da pelota (ruins mesmo..rs) vão quase sempre para o gol; quanto ao tempo em que se transcorre a partida, quem determina em sua maioria, é o ambiente natural: quando escurece ou o sol esquenta etc. Discussões fazem parte é mais um ingrediente nesta mistura. De vez em quando acontecem alguns “empurrõezinhos” para dá mais emoção, porém, logo se esfria os ânimos e a bola volta a rolar.

Longe dos salários milionários das estrelas desse esporte, aqui não se ganha nada financeiramente, exceto quanto se aposta refrigerantes e o time A venceu, mas chamou o time B para também “molhar a garganta”. Afinal, são todos vencedores. 

E como explicar tal paixão? Como descrever ou compreender o porquê que crianças, no intervalo da aula, debandam no sol quente atrás de uma bola? Como um pai de família, depois de um dia exaustivo de trabalho, encontra ânimo para duelar com outros por uma esfera que rola saltitante em fuga?

O que faz 10, 20 ou 30 pessoas correrem atrás de uma única bola? Dirão os ‘entendidos’ que, ao praticar este esporte, o corpo humano libera a endorfina, o hormônio que nos dá sensação de prazer. Talvez.

Poeira, sol, lama, noite, chuva... Nada disto diminui esta paixão exacerbada do brasileiro pelo futebol amador. Agora, em algum canto desse Brasil de dimensões continentais, tem alguém reunindo os amigos para correrem atrás de uma bola. 

“Bora marcar um joguinho pra sexta?”


Foto: Frederico Haikal

Gotham City a beira do caos

Onde estão teus heróis Gotham City? Em qual dessas pedras teu Batman se esconde? O comissário Gordon se vendeu por uma secretaria em cargo comissionado e os vilões se multiplicam por teus logradouros. Emanam de tuas vias sanguessugas sem grandes poderes sobrenaturais, exceto o de desviar verbas públicas e sugar tuas veias. 

O Coringa, com seu sorriso pérfido, agora persegue teu povo. Ele rir da ignorância (inocência ou medo) de tua gente. Mentirosas criaturas plantaram esperança e agora engendram medo. Enigmático final da charada que ninguém sabe. Quem vai rir por último? Porém, para responder essa indagação é necessário admitir que exista um fim. Será que haverá fim para tua angústia, Gotham City? 

Tuas noites são mais longas e temerárias e teus dias mais exauridos e incertos. Trilhamos a beira do caos. Quem irá nos salvar? O Chapolin Colorado? Não, ele não faz parte do catálogo da DC Comics. 

Enquanto Bruce Wayne se acovarda, os morcegos sanguinários (criaturas da noite) devoram teus sonhos e tuas esperanças, Gotham City. Para saber o que será de ti e de tua gente é necessário esperar o próximo capítulo deste filme insano e interminável. 

Marcello Silva – 29/10/14

terça-feira, 4 de novembro de 2014

A participação dos jovens brasileiros na política

O filósofo grego Aristóteles já dizia que “o homem é um animal político” logo, entende-se que a política é algo indissociável da vida social do homem, quanto indivíduo munido de direitos e deveres convivendo em sociedade. Infelizmente, o termo “política” (do Grego: politikos, significa "de, para, ou relacionado com os cidadãos") está sendo limitado, apenas, ao processo eleitoral e a gestão dos administradores públicos. No entanto, a política engloba todas as ações cotidianas do cidadão que deve estar abastecido de uma consciência crítica para compreender suas obrigações e deveres em um Estado democrático de direito.

É perceptível, ao longo da história, a participação dos jovens na política brasileira. Desde os movimentos de luta pela independência, movimentos abolicionistas, passando pelos movimentos contra a ditadura, impeachment de presidente até às jornadas de junho do ano passado.

Hoje, no Brasil, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) são mais de 23 milhões de jovens com idade entre 16 e 24 anos, aptos a votarem. Isto representa cerca de 16 % do eleitorado brasileiro. Mas, a atual conjuntura política brasileira atrai a atenção dos jovens? E os jovens estão preparados para participar da política?

“Eles não nos representam” era um dos principais gritos da juventude que foi às ruas brasileiras nas manifestações de junho de 2013. Indignados ou alienados? É notório o alto fluxo de informações nos dias atuais com o advento da internet e redes sociais, porém, essa liberdade de informação pode ser prejudicial quando se assimila qualquer conteúdo disponibilizado por esses meios, sem a devida análise crítica. Se por um lado existem as grandes corporações jornalísticas (TV, rádio, jornais, revistas...) por outro lado a internet pode ser uma ‘terra-de-ninguém’ onde se fala tudo e de todos. É crucial os jovens estarem atentos às induções midiáticas, bem como, à eloquência do marketing político, para que não corram o risco de serem manipulados.

Os jovens já herdam dos adultos a ideia preconceituosa a respeito da política, fazendo associações negativas do tema com as falcatruas, troca de favores e conchavos. A minoria dessa juventude é participativa, discute e debate ideias e soluções política, enquanto a maioria assiste passivamente o desenrolar do enredo político nacional. Um dos argumentos que nutre essa passividade é o arcaísmo do jeito de se “politicar” no Brasil, com as velhas oligarquias políticas detendo o comando e o poder, se utilizando de ultrapassadas ideias e programas de governo repetidos. 

Entretanto, a não participação dessa juventude nas elaborações e decisões de interesses públicos, dará continuidade a este atual sistema. Os jovens não tem que se limitarem somente ao ato de votar, este é apenas o ápice do direito (e dever) básico do cidadão. É preciso indagar, propor soluções e buscar alternativas, deixar de ser, apenas, um revoltado na frente do monitor e procurar angariar as mudanças almejadas para a política brasileira. Assim, esses jovens compreenderão que eles não são o futuro, mas o hoje, o agora do Brasil, como disse o pensador austríaco Peter Drucker: “A melhor maneira de prever o futuro é cria-lo”


Por Marcelo Silva

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Mistérios das noites interioranas


(Aos meus avós com suas historias lendarias...)

Quem és tu mistério da noite
Corpo caído face esguia
Que vaga triste e errante
Perambulante na noite fria?

Eis caipora assoviante  
Rainha negra assustadora
Que das matas és dona
E dos animais domadora?

Eis o lobisomem peludo
Feroz fera fugidia
Encantado perigo das noites
Viajante das serranias?

Eis mula -sem –cabeça
De estranhos fogos acesos
Na noite és assustadora
Corredora leve sem peso?

Ou ainda queres ser
saci ousado e brincalhão
Negrinho traquineiro
Prezepeiro da escuridão?

Eis alma penada
Vulto branco na negrura
Veloz e arrepiante
Penetrante na noite escura?

Ou eis o visão da meia noite
Com gemidos doloridos
Perseguidor dos andantes
E errantes perdidos?

Eis o irritante gritador
Condutor de um pesado caixão
Gritante na noite escura
A procura de um ‘respondão’?

Seja esse o que for
Enigmático mistério a bramir
Que agora vá embora
Sem demora pode ir