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terça-feira, 29 de novembro de 2022

Em seu novo livro Marcello Silva poetiza sua gente e seus sertões


O escritor Marcello Silva lançará seu terceiro livro solo: 'Na Garganta Um Sertão Enjaulado', obra premiada (3° lugar poesia) pela Biblioteca Pública do Paraná em 2021.

'Na Garganta Um Sertão Enjaulado' é um livro-memória dos que já partiram e dos que ainda virão, vagantes e andantes por estes sertões: homens, mulheres, crianças, fantasmas, lobisomens, etc. O autor buscou em suas memórias afetivas lembranças de vivências e estórias ouvidas pelos anciãos da comunidade e transformou a trajetória de sua gente e de sua terra em poesia. Ler esta obra é como ouvir o som do vento noturno mexendo com as palhas da Carnaúba enquanto a caipora passa assoviando para o Rio Ubatuba.

Para o prefaciador, poeta Diego Mendes Sousa, "Marcello Silva opera com a intertextualidade, com ideias de Graciliano Ramos e de Euclides da Cunha (baleia graciliana tão comum por aqui ou todo sertanejo é antes de tudo sertanejo) e com máximas populares, como esse sertão já foi mar. Arrojado e sucedido, ele funda a sua cidade, o seu lugar perdido na voragem do Brasil"

O obra é uma produção independente e tem o projeto gráfico, ilustrações e capa assinados pelo escritor Adriano Lobão Aragão.

'Na Garganta Um Sertão Enjaulado' será lançado agora em dezembro tanto em Chaval/CE quanto em Parnaíba/PI com data e local a definir.

Site Chavalzada
www.chavalzada.com 

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Semana de 22 | O romper de uma aurora.

 


A semana de Arte Moderna, ocorrida entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 1922 em São Paulo, foi um grito artístico que até hoje, cem anos depois, ainda o ouvimos. Que rompeu com a “estética artística” da burguesia europeia e deu liberdade às mais variadas manifestações de arte.

O que seria de nós, hoje, sem esse rompimento de outrora? Subserviente ainda ao crivo europeu de fazer, ver e sentir a arte? Mas o que é arte? O que é literatura? O que é poesia? Mato a paulada (metaforicamente) aquele/ela que tenta definir e, secamente, limitar em palavra ou gesto essa coisa que vai além. Parafraseando Mario Quintana, que a arte/poesia não se entregue a quem a definir.

O romper da aurora tupiniquim que é um clarão que liberta, mas também incomoda a elite, o tradicional, o conservador preso a idade média das ideias.

Salve Anita Malfatti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Di Cavalcanti, Menotti Del Picchia, Victor Brecheret, Heitor Villa-Lobos, dentre outro e tantos pela proposta transformadora da visão artística brasileira a partir de uma estética mais voltada aos aspectos nacionais, evocando assim, o entusiasmo a brasilidade na arte e substituindo o academicismo pela livre expressão modernista.

Salve, nova aurora. Liberdade é o nosso nome, ontem, hoje e além!

 

SILVA, Marcello.

www.marcellossilva.com.br



domingo, 31 de outubro de 2021

Lançamento do livro "Piauí em Letras IV" no Delta Park Hotel, em Parnaíba/PI


Aconteceu na noite desta sexta-feira (29/10/2021) no Delta Park Hotel, em Parnaíba/PI, o lançamento do livro "Piauí em Letras IV". Essa coletânea é a consolidação de um projeto executado por um comitê gestor composto pelos escritores Antônio José Sales, João Passos e José Paraguassú.

Piaui em Letras é uma coletânea de textos de escritores de várias regiões do Estado do Piauí que já está em sua quarta edição. O evento de lançamento ocorrido nesta última sexta, promoveu uma confraternização entre os escritores e amantes da arte literária estreitando laços de amizade em torno da literatura.

Participam da Coletânea vinte e oito escritores(as): Aila Brito, Aldenir Ribeiro, Ana Paula de Oliveira, Antônio de Albuquerque, Antônio José Sales, Antônio Silva Gusmão, Augusto Barbosa Coura Neto, Cícero Rodrigues dos Santos, Claucio Ciarlini, Dina Paraguassú, Euzeni Dantas, Eva Graça, F Gerson Menezes, Glauce Barros, Inácio Marinheiro, José Paraguassu, João Passos, José Osório Filho, Lena Lustosa, Lucélia Maia, Lúcia Ana de Melo e Silva, Marcello Silva, Maria Christina de Moraes S. Oliveira, Maria Dilma Ponte de Brito, Milton Borges, Raimunda Celestina M Silva, Roberto Carvalho e Solange Veras Roque.
Claucio Ciarlini e Marcello Silva

Também estiveram presentes representantes de Academias e agremiações literárias da região, como o Presidente da Academia Parnaibana de Letras, o escritor José Luiz de Carvalho; Reginaldo Nascimento Júnior, presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba; Arlindo Leão, Superintendente de Cultura de Parnaíba; Paulo Couto, Presidente do Clube dos Poetas Mortais,  dentre outros(as). 

O evento foi conduzido pelo cerimonialista e repórter Evaldo Neres e para engrandecer a  noite, música ao vivo com o cantor Joaquim Neto, além de um excelente buffet servido às margens do Rio Igaraçu

O "Piauí em Letras IV" é uma obra bastante diversificada, pois representa as múltiplas facetas da cultura literária piauiense, seu lançamento foi um feito memorável no litoral piauiense. Para adquirir a obra, entre em contato com os autores.
















Fonte: Chavalzada.
Fotos: Grupo Piauí em Letras.

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Marcello Silva é premiado em São Paulo.


O escritor chavalense Marcello Silva, autor dos livros
Homo Cactus e O Pescador, foi premiado no Estado de São Paulo com seu poema inédito "Andarilhos". Na cidade de Pindamonhangaba foi selecionado para XIV Festipoema 2020. Na cidade de Presidente Prudente foi selecionado no XIII CLIPP- Concurso Literário Ruth Campos. E por fim, foi o 2º colocado no IV edição do Concurso Literário Abrace um Autor do Instituto Federal de São Paulo, campus São Paulo.

No Festival de Pindamonhangaba o poema foi interpretado por Lana Santos (veja vídeo abaixo) em evento virtual, por causa da pandemia. Em Presidente Prudente será publicado uma antologia com os poemas selecionado. No Instituto Federal de São Paulo, os textos vencedores serão publicados na revista eletrônica Odisseia Literária. O escritor receberá certificados, troféu e uma quota de livros da coletânea com os autores vencedores.




O poema "Andarilhos"

Segundo o autor, o poema Andarilhos foi escrito para homenagear dois amigos "depois de uma vivência numa expedição na Pedra da Baliza, zona rural chavalense, veio a ideia de escrever esse poema ao Ricardo Fontenele e a Neyci Sotero, parceiros de expedição". Segundo o autor a intenção inicial era de publicar poema Andarilhos na Coletânea "Poemas entre Gerações", um trabalho que reuni 60 escritores e é organizado pelo Jornal O Piagui e a Academia Parnaibana de Letras. Essa coletânea será lançada em Dezembro.

"Depois dessa boa repercussão do poema, penso seriamente, em escrever mais algumas estrofes e transformá-lo em livro" conta o autor.



Fonte: Chavalzada



domingo, 28 de junho de 2020

Relato | Positivo para Covid-19. E agora?

De Wuhan para minhas narinas. Não sei o percurso que ele fez, mas ele chegou, sem alarde e se instalou por aqui. "Olá sou o SARS-CoV-2 ou Covid-19" disse. 

A OMS emitiu o primeiro alerta para a doença em 31 de dezembro de 2019, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com 11 milhões de habitantes, sétima maior cidade da China e a número 42 do mundo. 

Na quarta-feira estranhei algo diferente no meu corpo que começou a fica dolorido, uma espécie de "moleza" nos músculos a qualquer tentativa de movimento. Vontade de ficar deitado, "eita, que estou numa preguiça braba" pensei. Que nada, logo em seguida (quinta-feira, feriado) veio a sensação febril e falta de paladar o olfato. "Putz! Acho que pode ser o Covid-19 de fato" indaguei comigo. Na sexta-feira não fui trabalhar. Sábado os sintomas se repetiram. Tomei um remédio para gripe normal, além de chá caseiros que aprendi com minha vó. Domingo, estava melhor. Segunda-feira tentei voltar a trabalhar, mas ao sair de casa, meu corpo já dera sinal de que tínhamos uma batalha à frente. No mesmo dia me afastei do trabalho e procurei a unidade de saúde do meu bairro e na ocasião não tinha médico, mas a farmacêutica que me atendeu, depois de meu relato, me recomendou isolamento e me encaminhou a hospital de campanha para marcar o teste Swabs Nasofaringe. Marquei o teste (para quinta-feira), no entanto, não consegui atendimento com um(a) médico(a). Na terça-feira retornei a unidade de saúde, mas também não consegui atendimento. Fiquei sem saber o que fazer até quinta, quando faria o teste. Procurei ajuda por meio virtual e os profissionais de plantão foram atenciosos e, por eu está com sintomas leves, me recomendaram ficar em repouso até quinta-feira, pois além de fazer o teste, teria a oportunidade de consultar um profissional pessoalmente. Na quinta, fiz o teste (resultado sairia em 72 horas) e consultei o médico. Fui medicado e voltei ao meu isolamento social. 

Na segunda-feira seguinte, busquei o teste e ... "Positivo" para SARS-CoV-2. Nenhuma surpresa pra mim, meu corpo já havia me confirmado que aquela "gripe" era diferente.

Antes mesmo das primeiras doses de remédio, meu corpo dera sinal de resistência, pois não senti mais a sensação febril e aquela "estranheza" no corpo já havia diminuído consideravelmente. Depois da medicação, o olfato e paladar foram voltando aos poucos (voltei a sentir o gosto ruim da minha comida, mas nunca mais reclamo...rs) . Um tosse persistiu mais alguns dias, mas também foi cedendo. Hoje 28 de junho de 2020 estou a 72 horas assintomático e pronto pra recomeçar o que deixei parado há mais de 15 dias de isolamento. Foi um momento de incertezas, reflexão, análise e redescobertas. 

Durante esse período, tive ajuda dos colegas que se redobraram no trabalho, além de vim deixar aqui "baião-de-dois" (risos); familiares e amigos por meios virtuais; colegas de casa que tiveram que sair do ambiente de convívio, mas sempre vieram fazer e deixar as compras (mercadinho, farmácia); a presença virtual dos meus filhos, brincando, aprontando, vivendo... a inocência alheia a tudo isto que ocorre no mundo. 

Por fim, gratidão a algo maior e mais complexo que minha razão possa compreender. Você pode chamar de Deus, Cosmo, Grande Luz, Universo... etc. Citando Sócrates, "sei que nada sei" aqui preso nesta dimensão com nossa limitação humana de compreensão holística. 

Assim, GRATIDÃO!

SILVA, Marcello. 

28 de Junho de 2020 às 15h50min.


quinta-feira, 25 de junho de 2020

Livros "Homo Cactus" disponíveis com o autor


LIVRO HOMO CACTUS 

Olha quem apareceu por aqui! Uma nova remessa de exemplares do livro de contos HOMO CACTUS do escritor chavalense @marcello_s_silva (Grupo Editorial Hope 2018). Quem ainda não tem e deseja adquirir, é essa a chance! Valor único: R$ 30,00

Contato: (88) 98854-6209 (WhatsApp)
.
*aceitamos cartões *frete grátis .


Mais sobre Homo Cactus nos links abaixo:


quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Universitários chavalenses apresentam Seminário sobre vida e obra de Marcello Silva



No último dia 21 de julho de 2019, universitários chavalenses da turma de Pedagogia do Centro Universitário UNINTA, apresentaram em Sobral/CE, Seminário Interdisciplinar com o tema "Marcello Silva, cidadão ilustre chavalense". O trabalho apresentado discorria sobre a vida e obra do escritor chavalense Marcello Silva

A pesquisa se baseou em bibliografia, pesquisa em sites, jornais e em entrevistas com autor em questão que se disponibilizou para a turma. 

Desde da abordagem da origem do autor que nasceu na zona rural de Chaval (Fazenda Poção) passando pela vida acadêmica e profissional até ao trabalhos literários de Marcello Silva. Mais AQUI

Clarice Souza, membro do grupo, disse que "foi um enorme prazer para nós desenvolver este trabalho, conhecer a fundo a trajetória de vida de Marcello e levar essa descoberta para outras pessoas conhecerem também"

Para Diego Araújo "Nossa apresentação foi muito boa e saímos com sensação de dever cumprido. E tudo isto foi possível graças a disponibilidade do autor" concluiu o estudante.

O trabalho foi orientado pelos professores Raimundo Pedro Justino de Orlanda e Raimunda Nonata Gomes Batista.

O grupo é constituído pelos seguintes estudantes: Clarice Souza, Diego Araújo, Júnior Brito, Reginaldo Cardoso e Sara Alves.

Apresentação no 4° Salão de Turismo Rota das Emoções em Parnaíba/PI


Aconteceu nos dias 27 a 30 de novembro, em Parnaíba/PI, o 4º Salão do Turismo da Rota das Emoções. O Salão é realizado conjuntamente pelo SEBRAE dos estados do Ceará, Piauí e Maranhão, e surgiu como estratégia para integrar os atores locais relacionados com o roteiro, promovendo o destino e compartilhando informações, resultados e conquistas. O evento é realizado no formato de revezamento entre os estados que integram a Rota das Emoções.


O autor Marcello Silva compôs a equipe que representou Chaval/CE no evento. Na ocasião, o poeta declamou no palco principal, um cordel á cidade, denominado: "Chaval - Ilha de Pedra". Confira:




Leia na íntegra no Artigo Científico sobre o livro Homo Cactus | por Antônio J. Sales

O pesquisador, professor e escritor Antonio José Sales, de Luis Correia/PI, apresentou, no dia 25 de janeiro (2019), seu trabalho científico no Congresso Nordestino de Educação (CONED) que foi realizado em Parnaíba/PI. O trabalho de Antônio José Sales, tem por base o livro Homo Cactus (Editora Hope, 2018) do escritor chavalense, Marcello Silva.

O artigo em questão ( "Homo Cactus: Uma mostra da resiliência da cultura popular e da literatura oral nordestina") acaba de ser publicado em e-book numa coletânea de trabalhos científico, organizado pelo Prof. Dr. Francisco Ricardo Almeida Amorim. Abaixo, confira:

RESUMO

O presente artigo tem o propósito de analisar a coletânea de contos Homo Cactus. A análise dessa obra literária se desenvolve numa perspectiva de valorização das principais características da cultura popular e dos traços da literatura oral nordestina na concepção da mesma. Primeiramente são apresentadas as características do que seja cultura popular e do que seja literatura oral, tanto numa abordagem ampla como no contexto do regionalismo nordestino. A abordagem das características da cultura popular e literatura oral nordestina são baseadas nos pressupostos teóricos de Câmara Cascudo, entre outros estudos e pesquisas relevantes na área. Na segunda parte são descritas as características mais evidentes da obra que a classificam e a situam dentro da proposta de análise: cultura popular e literatura oral no gene da obra literária Homo Cactus. Esta análise se desenvolve por meio de pesquisa bibliográfica, análise da obra em epígrafe e por meio de entrevista e enquetes com o próprio autor da obra literária.

Confira no link o artigo na íntegra a partir da página 994:


Livro “Contos entre Gerações” é lançado em Parnaíba/PI

 foto: Antonio Morabrito
Foi lançado ontem (05/10) em Parnaíba, litoral piauiense, a Coletânea "Contos Entre Gerações". O evento ocorreu no auditório da Universidade Federal Delta do Parnaíba e contou com a participação de escritores, jornalistas, autoridades e comunidade em geral

O evento iniciou as 19:30 h com a performance do Escritor Carlos Pontes que com sua viola fez uma toada de vaqueiro. Em seguida a apresentação musical de Morgana Sales, Joyce Cleide e Jailson Junior. Posteriormente, a atriz Erica Jamp fez uma interpretação teatral do conto “A Sensitiva” do escritor Airton Porto. Finalizando a parte de apresentações, Carlos Pontes acompanhou com sua viola o escritor Bené Lima em declamações de causo e poemas.

Em sequência, discursou o Jornalista e escritor Pádua Marques que fez o posfácio da obra. Pádua mencionou a importância, para comunidade parnaibana, do livro “Conto Entre Gerações”, bem como é salutar a interação e troca de valores literários entre as gerações de autores (as).

Discursou, em seguida o escritor José Luiz de Carvalho, presidente da Academia Parnaibana de Letras e um dos organizadores da obra “Contos Entre Gerações”. José Luiz enfatizou a grandiosidade da obra que era um sonho antigo: “unir gerações” e adiantou que a ideia é criar uma trilogia nesta temática: “Contos Entre Gerações” (2019), “Poesias Entre Gerações” (2020) e “Crônicas Entre Gerações” (2021)

O Escritor Claucio Ciarlini, idealizador e um dos organizadores da obra em questão, citou que “Contos Entre Gerações” não é somente um livro, mas a concretização de sonhos de 30 autores. Claucio agradeceu aos presentes e parceiros, reafirmando seu compromisso com a cultura da cidade e da região. Em seguida, Ciarlini chamou ao palco, em ordem alfabética, os 30 autores(as) sob aplausos dos presentes. A escritora Socorro Brasiliense pediu a fala e destacou a participação das mulheres na coletânea e mencionou a importância de se discutir direitos das mulheres diante de tanta barbárie noticiada e cometida contra as mulheres no Brasil.

O evento foi finalizado com coquetel e sessão de autografo em confraternização com os autores no pátio do auditório. O evento foi conduzido pelo escritor Daltro Paiva.

Sobre Contos Entre Gerações:

A obra é organizada pelos escritores Claucio Ciarlini e José Luiz de Carvalho, diagramação e capa de Fábio Bezerra Brito e impressão pela Sieart Gráfica e Editora.

"Contos entre Gerações" tem a proposta de apresentar produções literárias de novos e veteranos escritores, mesclando gerações e estilos literários. Cada autor participa com uma certa quantidade de páginas e o leitor terá uma diversidade de textos para se deleitar. 

Os autores participantes da obra são: Aírton Porto, Alexandre César, Altevir Esteves, Amparo Carvalho, Antonio Gallas, Antonio José Sales, Benedito Lima, Bruno Costa, Carlos Pontes, Carvalho Filho, Claucio Ciarlini, Daltro Paiva, Daniel Braga, Diego Mendes Sousa, Elmar Carvalho, Fram Rocha, Jailson Santos Sousa Junior, José Luiz de Carvalho, Joyce Cleide Araújo, Leonardo Rodrigues da Silva, Luana Ferreira Silva, Marcello Silva, Maria Christina de Moraes Souza Oliveira, Maria Dilma Ponte de Brito, Morgana Sales, Rafael Galeno Machado, Rosal Benvindo, Socorro Brasiliense, Tiago Fontenele Lima e Zilmar Junior



sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Bate-Papo Literário no Sesc Caixeiral em Parnaíba/PI


Nosso autor Marcello Silva participou de um bate-papo nesta quarta (02/10/2019), juntamente com o escritor Ithalo Furtado, no Sesc Caixeiral. Na ocasião, Ithalo falou sobre o cenário literário regional e nacional, prêmio literário etc. Marcello Silva por sua vez falou sobre a Plataforma Escrever Sem Fronteira, da qual é curado em 2019. 


Com o apoio de Laiane Fontenele, analista de literatura do Sesc Caixeiral, Marcello Silva destacou a importância da Plataforma e aproveitou a ocasião para anunciar o produto do "Correio Literário" desse ano de 2019 que será um "fanzine". O correio literário é uma publicação impressa que ocorre a cada final de ano com os textos publicados ao longo do ano na Plataforma Escrever sem Fronteiras. 

Estiveram presentes vários escritores e entusiasta da literatura. Ao final foi servido um coquetel oferecido pelo Sesc Caixeiral e os presentes se confraternizaram. 




terça-feira, 10 de setembro de 2019

Homo Cactus e O Pescador sendo trabalhados em sala de aula em Granja/CE

Homo Cactus e O Pescador com a Professora Miria Fontenele com suas alunas Dalila Silveira e Deiza Veras 

A estudante Dalila Silveira lendo o nosso poema "Mãe, bicho estranho" de nosso livro "O Pescador". O registro foi feito pela professora Miria Fontenele no Sarau Literário do 3º ano K da Escola EMTI São José, extensão Timonha, distrito de Granja/CE.






A estudante Deiza Veras lendo o nosso conto "Menino Jesus" de nosso livro "Homo Cactus". O registro foi feito pela professora Miria Fontenele no Sarau Literário do 3º ano K da Escola EMTI São José, extensão Timonha, distrito de Granja/CE.
#Gratidão professora Miria pelo apoio de sempre!


sábado, 24 de agosto de 2019

Poema | Enquanto Respiro.


Tempo posto em minhas mãos 
Esmagado entre os dedos. 
E ainda me foge como pássaro cego em revoada ao crepúsculo

Não sei se levo a vida sobre meus ombros 
Ou se em suas asas de veludo sou levado; 
Não sei se a ganho a cada aurora para perdê-la ao ocaso 
Ou se ela, me ganha todo dia. 
Sem que eu possa notar.

Tempo, tempo, tempo... 
Essa navalha afiada que me retalha o corpo 
Deixando escoriações e marcas, 
Pelas quais, um rubro sangue escorre... 
Intenso como a insana vontade de superação.

Fica aos ares o meu apelo, o meu alento. 
Que me esqueçam por alguns séculos e me deixe aqui, 
Imortalizado em pensamentos, moldurado por emoções 
Passageiras e tendo á frente às horas paralisada como um 
Quadro velho, sujo e mal pintado.

SILVA, Marcello. O Pescador. Chiado Editora, 2015.

domingo, 21 de julho de 2019

Lançando a coletânea "Piauí em Letras II" na Academia Piauiense de Letras

Foto: Temístocles Filho

Aconteceu na noite de sábado (20/07/2019) na Academia Piauiense de Letras, em Teresina/PI, o lançamento do livro "Piaui em Letras II". Essa coletânea é a consolidação de um projeto executado por um comitê gestor composto pelos escritores Adrião Neto, Lena Lustosa, Mozaniel Almeida e José Paraguassú. 

Piaui em Letras é uma coletânea de textos de escritores de várias regiões do Estado do Piauí que já está em sua segunda edição. O evento de lançamento ocorrido neste último sábado, promoveu uma confraternização entre os escritores e amantes da arte literária estreitando laços de amizade em torno da literatura.

Participam da Coletânea dezessete escritores(as): Adrião Neto, Antonio José Sales, Amanda Gomes, Aila Brito, Cristiane Santos, Dina Paraguassu, Dilma Pontes, Edivaldo Lima, Euzeni Dantas, Eva Graça, José Paraguassu, João Passos, Lena Lustosa, Luis Augusto, Marcello Silva, Milton Borges e Mozaniel Almeida. 

Também estiveram presentes representantes de Academias e agremiações literárias do estado, como escritor Dr. José Itamar Abreu, representando a Academia Piauiense de Letras e o escritor Altevir Estevam, representando a Academia Parnaibana de letras, dentre outros(as). O evento foi conduzido pelo repórter e escritor Temístocles Filho.

O "Piauí em Letras II" é uma obra bastante diversificada, pois representa as múltiplas facetas da cultura literária piauiense, seu lançamento foi um feito memorável na Academia Piauiense de Letras.





Foto: Temístocles Filho

Fonte: Chavalzada

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Cavaleiro Medieval



Eu, cavaleiro medieval. 

Vindo de terras distantes 

Além das matas que se findam ao alcance dos olhos meus 

Perdi-me nos templos antigos 

Em meios a esculturas esbeltas 

Dos deuses, ninfas e anjos solitários. 

Procuro-me todo dia 

Reviro-me ao avesso 

Não me encontro 

Estou repousado na sombra da historia 

Ainda não estudada... 

Nos braços de Vênus me apazíguo e vivo... 


SILVA, Marcello. O Pescador. pag 16, Chiado Editora, 2015
Imagem: Google


domingo, 10 de março de 2019

Uma criança de 80 anos

Foto: Hermeson Oliveira
Ele estranhou aquelas pessoas diferentes chegando na pracinha do bairro pacato. Pessoas comunicativas e jovens com equipamentos tão estranhos. Ele observou de longe a priori. De acordo com o avançar da hora em que os jovens ligavam seus equipamentos, ele se aproximava da praça com seus passos curtos. Sempre cauteloso e observador, sentou no último banco de concreto.

Aquela pracinha tão esquecida, pequenina quase sem vida com seus sólidos cinzentos, agora uma grande imagem era projeta e a meninada chegava aos montes, esbaforida com suas curiosidades nos olhos inquietos.

− O que é isso tia, o que é... É um filme é? − Perguntou um dos meninos.

− Sim, sim é um filme muito massa, espere um pouco e já vai começar − respondeu uma das organizadoras com voz angelical.

Ele, no entanto, permanecia observando aquelas cenas, em silêncio, estranhando deveras, aquele movimento, aquela grande imagem projetada... aquele som sendo testado. Permaneceu ali. 

Agora a praça já vibrava aos sons das crianças. Meninos e meninas de todo o bairro parecia estar ali querendo saber o que se passava. Tudo pronto e o filme iria começar. As crianças se acalmaram sentando em tapetes, mantas e colchas no chão. Ele aproximou mais um pouco. Em seguida mais um pouco e ficou entre as crianças. Observou a projeção e seus olhos fixaram na imagem numa mistura de curiosidade e encanto. 

Ele devia ter entre 70 e 80 anos de idade. Tinha os passos curtos, porém rápidos. Ele vestia uma bermuda preta e uma camisa azul aberta e sobre sua cabeça um boné que lhe cobria os olhos pequenos. Ficou ali imóvel observando as cenas do filme animado. No seu tempo de criança, numa cidade interiorana e sem energia elétrica, certamente não tinha uma TV sequer e agora ele tinha aquela tela enorme e aqueles bichos falantes no seu colo. Naquele instante ele era apenas mais uma criança dentre as demais.

A exibição do filme “Zootopia – Essa cidade é o bicho” já estava quase na metade quando de repente ele se levanta, ajeita o boné e sai rápido da praça. Adentrou aquela rua com a penumbra das luzes fracas. Cinco minutos depois ele retorna segurando a mão de uma criança, sua neta, provavelmente. Sentou no mesmo lugar e apontou para projeção dizendo algo ao ouvido da neta. Ela riu. Eles riram. Eram duas crianças embriagada na animação. Dividiram a pipoca e o suco no seu cinema particular e a céu aberto. Ele era uma criança, sem estilingue; Era o rei de Zootopia.... Como dizia o subtítulo do filme: “aqui você pode ser o que quiser”.



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Filhos da maré

@malusantos
Ainda é noite e Chaval dorme em seu silêncio secular de pedra. Daqui a pouco a maré sobe e é preciso pegar carona com ela para buscar o sustento entre os mangues ao alto mar. Maria do Rosário foi a primeira que acordou e preparou o quebra-jejum. O Galo assustou-se, limpou o bico no orvalho da cerca e cantou, dando início a uma orquestra de cantos galináceo no Bairro do Porto da Missa. A maré vinha logo ali, cheirando a brisa da madrugada.

Antônio Ubiratã pulou da rede e correu para quintal, acendeu sua lamparina e procurou seu carro-de-mão onde agasalhou seus apetrechos: tarrafas, linhas, remos, motor, bornais, etc. A canoa já o aguardava, valsando nas águas calma do Porto.

50 anos de pescador e Ubiratã ainda teme a maré. Respeita cada palma de água. Aprendeu no bailar das ondas, o próprio significado de sua existência. Que o homem é apenas um fio na grande teia da natureza. Um dia tem peixe, outro não. Um dia a maré está calma, no outro você come sal pelo nariz. Aprendeu a respeitar os ciclos das marés e entender as fases da lua e, a partir disto, entender que a vida imita esses vai-e-vem de coisas e pessoas.

Desta vez, a maré demorou mais do que o previsto. Lambeu os beiços das calçadas baixas da rua. O sol já vem surgindo e Ubiratã enche sua canoa com seus equipamentos, comidas e sonhos. Serão quase dois dias nas marés, arranchado nos mangues, pescando peixe entre pernilongos sedentos por suor. Na Canoa, além dos equipamentos, ele leva esperança e deixa na margem um pouco de saudade. Rosário acena para o marido que vai sumindo entre os manguezais. “Que Iemanjá te proteja” diz ela em silêncio, ajeitando a saia e voltando aos seus afazeres doméstico. 

SILVA, Marcello. 2019

Aos Heróis de Minas

Foto: Corpo de Bombeiros de Minas Gerais /reprodução
Enquanto as montanhas sagram lamas pelos poros, vomitando desesperança pelo vale, outrora verde, homens vestindo coragem desafiam o próprio limite do corpo e da mente na tentativa de amenizar tamanha dor e desilusão neste pedaço de Minas.

Desde do cão Thor, policiais, civis voluntários e bombeiros, principalmente. Esses últimos que não têm rosto e nem nome. Vestem marrons e rastejam sobre a lama a procura de um sopro de vida, quando não, por um corpo apenas que amenize a dor de uma família. Heróis cansáveis com suas máscaras contra o mau cheiro. Eles choram de exaustão e dor diante da imensidão de lama; diante do corpo humano desfigurado pela cobiça; diante do seu salário parcelado em três vezes e seu 13º ainda sem previsão. 

Esses heróis machucados e que sangram, mas esquecem sua própria dor em prol da dor de outrem, diante do cenário desolador. Heróis sem HQ e sem aplausos que tem sede de água e de justiça. Heróis que se reconhecem na face enlameadas do seu próximo entre os galhos. Heróis que vibram com o aceno de um resgatado, seja ele um homem ou um cão. Heróis que amam a vida em sua mais ampla definição. Nem mil medalhas serão suficientes para recompensar teus esforços nesses últimos dias e dos dias que ainda virão.

Bombeiros de Minas, Maranhão, São Paulo, Rio... Em Brumadinho se tornam uma única corporação: Heróis de Minas e eles vestem a esperança de um país que ainda mantém a fé em acreditar em dias melhores.

SILVA, Marcello. 2019

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Livro Homo Cactus é tema de artigo científico apresentado no Congresso Nordestino de Educação


O pesquisador, professor e escritor Antonio José Sales, de Luis Correia/PI, apresentou, no último dia 25 de janeiro, seu trabalho científico no Congresso Nordestino de Educação (CONED) que foi realizado em Parnaíba/PI. O trabalho de Antônio José Sales, tem por base o livro Homo Cactus (Editora Hope, 2018) do escritor chavalense, Marcello Silva. A apresentação ocorreu ás 11h na sala Raquel de Queiroz (prédio da Universidade Federal do Piauí)



Com o tema "Homo Cactus: Uma mostra da resiliência da cultura popular e da literatura oral nordestina", Antonio José Sales faz uma análise da obra, um livro com característica regionalista nordestina e com marcas da tradição oral. A apresentação do pesquisador foi consistente e objetiva, o que levou José Sales a ser bastante elogiado pela banca examinadora. 

O poeta, editor e professor Claucio Ciarlini marcou presença na apresentação, assim como o autor do livro, escritor Marcello Silva.









domingo, 6 de janeiro de 2019

Meu herói não veste capa

(a Otalício)

Meu herói não nasceu nas EUA. Não tem história registrada em quadrinhos e nem virou filme algum.
Meu herói não veste capa, mas, usa uma camisa surrada e suada pelo sol nordestino. Tem cheiro de suor típico dos deuses africanos.
Meu herói não tem visão de calor ou raio-x, pelo contrário, tem hipermetropia de mais de um grau.
Meu herói, feito de carne e osso, tem dor no peito de tanto capinar na roça e seus braços, ao anoitecer, latejam.
Meu Herói não usa máscara, tem suas rugas á mostra, sinal de sua humanidade.
Meu herói ronca, chora... Sente frio. Fica feliz com as chuvas de janeiro e triste com a estiagem de agosto. 
Meu herói... Ah meu herói, não sabes o quanto de metáforas te dedicaria...

SILVA, Marcello.