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quarta-feira, 24 de junho de 2015

A última quimera

Engana-se quem pensa que o respirar seja o último ato de vida. Há tantas formas, horripilantes de morrer, mas, certamente a mais desgraçada seja aquela em que, ainda, é fogosa a respiração e os ‘sentidos’ biológicos permaneçam em pleno funcionamento.


Morre, miseravelmente, aquela insana criatura que já não mais sonha, que não tem algo pelo qual esperançar. Morre lentamente o homem que não rir da insignificância; das metáforas; das rosas; das pedras... Do silencio até. Morre aquele cujo infinito agora é um amigo estranho de face fugidia. Morre em desventura, o ser infame que não sonha com a possível glória do amanhã. 

Morre, diariamente, milhares desses indivíduos e que, como zumbis, perambulam sobre a existência. Se não sonhas, se não acreditas, se não tem esperança, então não vives! Lamento dizer... Corpos ambulantes cujas almas exalam mau cheiro pela face da terra.

A esperança é a última quimera e ela sobrevive ao homem. O corpo se vai, mas, ela sobreviverá nos sonhos de outrem.




O Pescador - Chaval, junho de 2015

terça-feira, 17 de junho de 2014

Considerações sobre o texto de Bertold Brecht (Perguntas de um Operário Letrado)

Quem está por trás dos grandes feitos e /ou acontecimento da História?



Cultuamos os nomes dos grandes “homens”. A história nos ensina a associar  um fato (acontecimento) a uma rosto (nome). Logo, a história continua seu curso tendo um único timoneiro ao comando, mas, não é a força braçal que a move? Quem são esses remadores? Que faces esses possuem? Quais seus nomes? Em que diário de bordo foi descritas suas características? Suas bravuras?



Para que os grandes nomes edificassem, no alto, as sua glórias, houve um alicerce moldurado por anônimos. Essa base edificada que a correnteza do tempo levou. Quem foram (são) eles? Indagamos curiosos enquanto a história continua a passar como um rio caudaloso que nunca desagua.



Ficaremos assistindo o passar das águas ou faremos uma jangada? (rs)


Marcello Silva. PHB, 2014

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Instante exato

Dentre sete bilhões de transeuntes (aproximadamente) perambulantes neste mundo habitável  (ainda ). Não sou nada. 

Não posso  ser nada...ainda que, alimento da rotina e aprendiz da sabedoria.
Reconheço minha importância: um grão de areia  na ventania da existência, mas, um grão de areia sou e serei   e a ventania não será  igual se não conter essa    minúscula parte.

Enquanto casas longínquas me espiam, tento ingerir o sumo vital do dia; fazer parte da fotossíntese do verde ou ainda me recolher ao casulo e ser uma “metamorfose ambulante”.

Porque há pessoas que não evoluem? Não buscam alternativas e se aprisionam em si? apegados a teoria da inércia acovardam-se em seus medos: medo da descoberta;  medo da mudança; medo do triunfo ou  medo do  amor. Amor.  Ah  amor! Como diz Goethe: “Só por ele eu falo”.

Entre muitos, sou mais um a vagar no silencio do dia, pés descalço, pegando carona com o vento  e amando essa tal liberdade posta em meus braços como uma criança a ser mimada...

Enquanto...                                                                                              
 
O que estará fazendo agora meus amigos? Minhas musas inspiradoras? Todos o que fazem o que pensam?                                                                                                                                            

Indago curioso...

Enquanto me debruço sobre filosofias esquecida e teorias evolutivas, o que faz neste instante o mundo, onde bilhões de individuo são reféns de bombas atômicas e nucleares, (cogumelos da morte)? Qual a nova tecnologia inventada que desconheço?                                                                      
Qual o próximo passo da evolução?                                                                         

Invadir Marte, Pandora ou a Terra do nunca? Aprisionar os ETs, Pequeno Príncipe ou Peter Pan?
Não. Não. Não                                                                                                                    
Como sete bilhões de pessoas não sei de nada. Não posso saber de nada  e mesmo se soubesse minha modéstia não diria.

                                                                                                                                                     
Deixe-me ser, ainda, um só grão de areia levado e moldurado pelo sopro divino de DEUS.


                                                                                                 

Marc´s no Facebook       10  de Abril de 2010