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sábado, 14 de março de 2026

Limítrofe - Os senderos da rosa de Morgana Sales.


Nesta obra com sabor místico e amoroso, Morgana Sales nos convida a trilhar Os senderos da rosa, caminhos onde a iluminação se revela. O livro desbrava corpos e almas através de poemas com perfumes e descobertas, tocando o lirismo, a bondade e a busca pelo amor em seu sentido mais amplo.

Atravessando a jornada da vida, a autora navega pelas intempéries e pelos mistérios, transformando a realidade em versos. Aqui, há espaço para a dor ancestral e o alento da prece, a saudade e o reencontro, a ebriedade da beleza simples e a cura profunda.

Um retrato da poesia feminina, este livro utiliza uma linguagem por vezes pesada e penosa, mas que se mostra igualmente plena de esperança e futuro. Carregando os sonhos e as experiências de uma mulher, a obra demonstra que caminhar pelos limites da própria vida revela uma existência vasta, complexa e cheia de potencial.

"Limítrofe - Os senderos da rosa" é um convite para sentir, descobrir e se reconhecer nos caminhos traçados pela alma.

SILVA, Marcello. 2025

 


"Nem Tudo São Flores", um grito de Fábio Keller.

 


O livro Nem tudo são flores, do escritor Fábio Keller, representa uma mudança significativa na trajetória do autor. Conhecido por obras ambientadas no universo do sertão e do cangaço — como Guardiões da profecias: A contenda do sertão, A caçada a Lucius, Bento: lua de sangue e Contos do sertão nos tempos do cangaço — Keller apresenta aqui um trabalho mais íntimo e pessoal. Assim como seus livros anteriores, esta também é uma produção independente.

Com 85 páginas, a obra é dividida em duas partes: poesias e reflexões. Diferente das narrativas de aventura e ambientação histórica de seus trabalhos anteriores, este quinto livro surge como um verdadeiro desabafo do autor. Nas palavras dele, a escrita nasce de um momento de reconstrução interior: um período em que afirma estar “vivendo o luto de si mesmo”, refletindo sobre escolhas feitas no passado e sobre o hábito de abrir mão das próprias vontades para agradar aos outros.

A obra revela um processo de dor, reconhecimento e tentativa de cura. O próprio autor explica que o livro “nasceu primeiro para doer”, pois foi necessário revisitar lembranças e sentimentos para depois ressignificá-los e buscar um novo caminho. Nesse processo, Keller aponta para uma jornada de autoconhecimento que ainda está no início, mas que já permite vislumbrar a possibilidade de paz e recomeço.

As poesias e reflexões surgem a partir da observação pessoal do autor sobre acontecimentos que lhe provocaram feridas emocionais. Talvez o livro não busque uma elaboração literária sofisticada ou grande riqueza poética, mas compensa isso com sinceridade e verdade. Cada texto parece escrito a partir de experiências vividas, carregando marcas de dor, aprendizado e amadurecimento.

Algumas frases presentes na obra resumem bem o tom reflexivo do livro, como:
“Se a dor do outro te faz feliz, sua alma precisa de remédio.”
“Nem tudo que você ouve, houve.”
“É incrível como você deixa de ser útil quando as pessoas perdem o controle sobre você.”

Nem tudo são flores é, portanto, um livro breve, direto e emocionalmente honesto. Mais do que uma obra literária tradicional, ele funciona como um registro de sentimentos e de um processo de reconstrução pessoal. É um convite para que o leitor também reflita sobre suas próprias escolhas, dores e caminhos possíveis de cura

SILVA, Marcello. 2026


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

"Relatos de uma Cicatriz" a odisseia piauiense de Gilmar Carvalho


A novela "Relatos de uma Cicatriz" (2025), publicada pela Uiclap Editora, é uma obra do escritor Gilmar Carvalho, natural de Lagoa da Pedra/MA, passando por Esperantina/PI e atualmente residente em Batalha/PI. Com 146 páginas marcadas por tensão e sensibilidade, o livro apresenta uma narrativa instigante, repleta de movimentos, reviravoltas e descobertas profundas.

O grande diferencial da obra está em sua voz narrativa: quem conta a história é a cicatriz do protagonista. Eloi "a cicatriz" assume o papel de narrador-personagem, mas também se revela onisciente, transitando entre pensamentos, memórias e acontecimentos com uma liberdade que amplia o alcance da narrativa. Essa escolha criativa confere originalidade e profundidade ao enredo, transformando a cicatriz em símbolo vivo das dores, conquistas e desafios de Odisseu.

A trama se inicia quando o adolescente Odisseu descobre, de maneira inesperada, que foi adotado. A revelação rompe a frágil estabilidade de sua vida e o impulsiona para uma jornada de autodescoberta. Ao deixar para trás sua a casa de seus pais adotivos, ele mergulha em um percurso marcado por perigos urbanos, traições amargas e conflitos internos. No entanto, em meio às adversidades, também encontra o amor, a empatia e a resiliência, elementos que equilibram a dureza da caminhada com momentos de sensível humanidade.

O enredo é bem construído e envolvente, conduzindo o leitor por caminhos imprevisíveis. As reviravoltas surgem com naturalidade, mantendo o ritmo dinâmico e despertando constante curiosidade. A cada capítulo, cresce o desejo de continuar a leitura, como se o próprio Eloi nos puxasse pela mão para revelar mais um fragmento da história.

Outro aspecto marcante é a maneira como o autor brinca com a linha do tempo. Memórias do passado surgem no presente da narração, criando camadas que enriquecem a compreensão dos fatos e das emoções. Embora essa estrutura possa desafiar leitores iniciantes, para os mais atentos ela se transforma em um convite à imersão profunda, recompensando-os com conexões sutis e significativas.

Relatos de uma cicatriz é, portanto, uma novela intensa e sensível, que transforma a marca física em metáfora existencial. Ao acompanhar a odisseia de Odisseu sob o olhar atento e reflexivo de Eloi, o leitor é levado a perceber que cada cicatriz carrega uma história, e que, por trás de cada marca, há sempre um processo de reconstrução. No caso, seria de Odisseu ou do autor? 

SILVA, Marcello. 2026

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Os Três Degraus, de Antônio de Pádua Marques Silva


Em Os Três Degraus (2025), Antônio de Pádua Marques Silva reafirma seu lugar central na prosa parnaibana ao reunir 46 contos que recriam a cidade de Parnaíba/PI em meados do século XX. A obra dialoga diretamente com Vinte Contos para Simplício Dias (2020), mantendo a mesma proposta estética: narrar o cotidiano da cidade a partir de seus tipos humanos, espaços simbólicos e acontecimentos históricos-ficcionais.

Com domínio da narrativa curta (neste caso o conto, mas o autor também é mestre no prosa romancista) Pádua Marques transforma fatos e personagens históricos em pano de fundo para histórias vivas, nas quais a memória coletiva se mistura à invenção literária. A liberdade poética com que o autor transita entre tempos e épocas permite que o passado seja reimaginado sem perder densidade histórica, convidando o leitor a aprender mais sobre Parnaíba por meio da literatura.

A força do livro está na capacidade de criar enredos envolventes, personagens verossímeis e atmosferas precisas, revelando uma cidade pulsante, contraditória e profundamente humana. Com 208 páginas, publicação independente, Os Três Degraus confirma Antônio de Pádua Marques Silva como um mestre da narrativa, possivelmente o maior prosador de Parnaíba e região, cuja escrita alia prazer  e preservação da memória.

SILVA, Marcello. 2026

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Escritor Marcello Silva marca presença na Festa Literária de Acaraú com o livro Cangaceiro Fantasma


Entre os dias 16 e 18 de outubro, o município de Acaraú, no Litoral Norte do Ceará, foi palco de um dos mais expressivos eventos culturais da região: a Festa Literária de Acaraú, realizada como parte da Feira Literária do Ceará. O encontro reuniu escritores, artistas, estudantes e leitores em um ambiente de intensa troca de experiências, fortalecendo a cena literária e cultural do interior cearense.

Na vasta programação, esteve a participação do escritor Marcello Silva, que apresentou ao público seu mais recente trabalho, o livro Cangaceiro Fantasma. A obra, que une elementos do regionalismo e do imaginário sertanejo e despertou grande interesse dos visitantes.

Além da exposição de obras, a Festa Literária também foi marcada por alguns lançamentos de livros, dentre esses, houve o lançamento da Coletânea Café do Cazuza, que reúne textos de autores chavalenses. A publicação teve seu lançamento oficial no evento no dia 16 de outubro, com a presença dos escritores Marcello Silva, Rosinha Maciel e Luciana Fernandes, celebrando o fortalecimento da produção literária de Chaval/CE e o intercâmbio entre criadores da região.

Mais do que um evento literário, a Festa Literária de Acaraú movimentou a economia local, atraindo visitantes de várias cidades do Litoral Norte e gerando impacto positivo em setores como o turismo, a hotelaria e o comércio. A iniciativa também teve importante papel social e educacional, ao aproximar estudantes e jovens leitores do universo do livro e da leitura.

Com uma programação diversa, que envolveu debates, lançamentos, apresentações culturais e oficinas, a Festa Literária de Acaraú consolidou-se como um espaço de valorização da identidade regional e de incentivo à cultura como instrumento de transformação. A participação de autores como Marcello Silva, dentre outros, reforça a relevância do evento e o potencial do Litoral Norte cearense como polo de criação literária e difusão cultural.

A Feira Literária do Ceará é uma realização do Governo do estado, por meio da Secretaria da Cultura (Secult Ceará), e pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC), via Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). Conta com apoio institucional da Biblioteca Pública do Estado do Ceará (Bece), do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Ceará (SEBP/CE), das Prefeituras Municipais de Limoeiro do Norte e de Acaraú, e parceria do Banco do Nordeste. A produção é do Instituto Assum Preto.
















segunda-feira, 23 de junho de 2025

Concha Marinha – Santiago Pontes e os abismos poéticos da existência


Santiago Pontes, camocinense com alma filosófica e coração marítimo, entrega ao leitor em Concha Marinha uma obra de duplo mergulho: poesia e prosa entrelaçadas por um fio temático que atravessa toda a sua produção — o mar. Depois de Homem do Mar e Oceano de Mim, este livro, publicado de forma independente em 2023, reafirma o elemento marítimo como metáfora existencial, território de reflexão e espelho do eu.

Dividida em duas partes — a primeira dedicada à poesia, a segunda aos contos — Concha Marinha é, desde o título, um convite a escutar o som interno das coisas. A concha, símbolo do que é ao mesmo tempo frágil e profundo, torna-se aqui um objeto poético que guarda não apenas o rumor do oceano, mas também o eco dos dilemas humanos. Santiago escreve como quem recolhe pedaços de vida na areia e os transforma em texto.

A poesia da obra é confessional, filosófica e livre — não presa à rigidez formal, mas ancorada numa busca constante por sentido e beleza. Com linguagem coloquial e afetuosa, Santiago provoca e acolhe, reflete e questiona, oferecendo ao leitor versos que se aproximam como conversa e, ao mesmo tempo, reverberam como pensamento. É uma escrita que não teme os grandes temas — amor, solidão, morte, tempo —, mas os aborda com simplicidade e profundidade, como se cada poema fosse uma âncora lançada ao fundo do ser.

Já na segunda parte, dedicada à prosa, os contos revelam o domínio criativo do autor: há imaginação, fantasia, e uma habilidade peculiar de criar narrativas onde o cotidiano e o insólito se encontram. As histórias transitam entre o real e o fantástico, mantendo viva a provocação filosófica que permeia toda a obra. 

Concha Marinha é um livro para ser lido com vagar, como quem caminha pela praia recolhendo o que as marés deixaram. É também um convite a pensar a vida com leveza, mas sem superficialidade — marca dos bons escritores e dos bons filósofos. Santiago Pontes prova, com esta obra, que o mar continua a ser uma fonte inesgotável de perguntas e poesia.

SILVA, Marcello. 2025

domingo, 22 de junho de 2025

Poemas Ébrios – Sousa Filho e a embriaguez consciente da palavra


Poemas Ébrios, do parnaibano Sousa Filho, é uma obra de travessias — de estilos, de vozes, de estados da alma. Com 139 páginas e publicação independente em 2024, o livro revela um poeta de múltiplos registros e intenções, que transita com naturalidade entre o lirismo apaixonado, o tom elegíaco, a sátira política e o existencialismo inquieto. Uma poesia que, mesmo ébria, sabe muito bem onde pisa.

O título da obra já antecipa sua essência: poemas gestados sob a influência simbólica (e literal) do álcool, mas que não se perdem na embriaguez — antes, encontram nela uma lente para enxergar o mundo com maior nitidez e emoção. A palavra, aqui, é fermentada no tempo e destilada na sensibilidade. É poesia que flui como vinho velho em taça nova.

Sousa Filho recusa qualquer engessamento estético. Em sua escrita há traços de romantismo, realismo, parnasianismo, simbolismo, modernismo e até concretismo. O poeta desafia as escolas, hibridizando estilos com naturalidade e dando voz a um sujeito lírico que ora filosofa, ora confessa, ora denuncia. A linguagem percorre do erudito ao coloquial, criando um jogo rítmico e expressivo que enlaça leitor e poema num mesmo sopro.

O cordel, raiz importante da tradição nordestina, também marca presença em sua métrica e musicalidade, assim como a crítica social e o amor à terra natal, cantada com orgulho e melancolia. Há poemas fúnebres que tocam fundo, há sátiras que fazem rir e pensar, e há versos que sussurram com uma beleza quase mística. Em tudo, uma entrega sincera do poeta à palavra.

Ler Poemas Ébrios é participar de um banquete poético onde se serve o que há de mais humano: dores, delírios, utopias, perdas, encantamentos. Sousa Filho é um poeta que escreve como quem vive — intensamente. E nos brinda com uma poesia honesta, desassossegada, feita para ser sentida antes de ser rotulada.

SILVA, Marcello. 2025

Onde Estão Meus Girassóis? – Carvalho Filho e a delicadeza em tempestade


Onde Estão Meus Girassóis?, obra de estreia (em livro solo) do poeta parnaibano Carvalho Filho, publicada pela Editora Tremembé em 2022, é um livro que pulsa entre a técnica e a emoção, entre o clássico e o rebelde, entre o grito e o sussurro. Com 95 páginas que transbordam lirismo e inquietação, Carvalho revela-se um poeta de rigor formal e sensibilidade vibrante — um construtor de versos que respeita a métrica, sem abandonar a alma.

Influenciado por figuras como Van Gogh — cuja admiração transparece já no título e na simbólica capa do livro —, Carvalho faz dos girassóis uma metáfora persistente de busca, luz e esperança. Mas não uma esperança ingênua: seus poemas estão frequentemente atravessados por sombras, tempestades e a sensação de um mundo em ruína. Ainda assim, há beleza. Ainda assim, há flores.

A poesia aqui ora dança no compasso preciso das rimas e ritmos, ora explode em versos livres. Em muitos momentos, o leitor perceberá um “múltiplo de eus” pessoano, com ressonâncias do existencialismo melancólico de Florbela Espanca e da visceralidade de Augusto dos Anjos.

O que une toda essa pluralidade estética é uma marca autoral rara: a busca por um “eu” lírico que, mesmo desiludido, insiste em amar, em criar, em esperar seus girassóis. Em sua poesia, há um desalento manso, um desejo de transformação que se esconde na forma, e um trabalho artesanal com a palavra que impressiona, sobretudo em tempos de dispersão poética.

Carvalho Filho chega ao cenário literário piauiense com força e frescor. Onde Estão Meus Girassóis? é um livro que merece ser lido com calma, com olhos atentos e coração aberto — porque seus versos, embora construídos com rigor, sabem sangrar quando necessário. E é nesse paradoxo — entre a ordem e a paixão — que reside sua beleza mais profunda.

SILVA, Marcello. 2025

sábado, 31 de maio de 2025

Lançada a 4ª edição da Feira Literária de Barra Grande, em Cajueiro da Praia/PI


O lançamento da IV FLIBG – Feira literária de Barra Grande, na Villa dos Poetas Pousada, no povoado de Barra Grande/ Cajueiro da Praia/PI, na quinta feira(29), contou com a presença de autoridades, como a vice prefeita da cidade, Nathália Régia, Secretária de Cultura, Marília e a Secretária de Educação do município, Elivânia Damasceno além de professores/as, escritores e escritoras e representantes de parceiros do evento como a SEDUC /PI, SEBRAE, Sesc Caixeiral, IFPI/Parnaíba. Os homenageados desta edição, a escritora Sônia Terra, enviou mensagem de agradecimento e apoio a feira e o escritor homenageado Claucio Ciarlini, compareceu ao evento .

A Coordenadora da FLIBG, Josilene Neres, destacou a importância da Feira, que vai conectar escritores e escritoras regionais de todo o país e que têm como um dos objetivos, incentivar crianças e jovens estudantes e a comunidade em geral, à leitura com diversas atividades durante três dias, além de movimentar o turismo e a economia local com a comercialização de livros, artesanato, gastronomia e rede hoteleira: “teremos a presença de grandes escritores e lançamentos de livros em rodas de conversas e palestras, contação de histórias, shows, performances literárias e a participação de escritores como o poeta piauiense que atualmente mora em São Paulo, Rubervam Du Nascimento e o poeta maranhense Fernando Abreu.

As novidades desta FLIBG incluem também o prêmio de literatura Kenard Kruel que vai contar com a premiação orquestrada pela ACADEMIA PIAUIENSE DE LETRAS, e o lançamento do livro de redações dos alunos de Cajueiro da Praia premiados na edição passada da feira, e o 2º Concurso de Redação. Josilene também citou a doação de livros e o cheque livros, por meio de parceria com a Secretaria Estadual de Educação do Piauí, um grande destaque da Feira, que segundo a escritora “vai facilitar aos alunos da rede pública a aquisição de publicações e grandes obras que muitos destes jovens não teriam condições de comprar”. A feira será em agosto e até lá muitas novidades ainda serão anunciadas, concluiu a cordenadora da FLIBG.

A IV Feira Literária de Barra Grande será realizada de 14 a 16 de agosto de 2025




Serviço:
IV FLIBG – BARRA GRANDE
14 A 16.08.2025
Contatos/Entrevistas
Edna Maciel – 86 9 8147 55 68
Josilene Neres -​86 9 8190-8097

domingo, 1 de setembro de 2024

As multifacetas artísticas de Heloísa H. M. De Miranda


Resenha Literária: "Poesia é Pintura - Poemas Ilustrados" de Heloísa Helena Mapurunga de Miranda

O livro "Poesia é Pintura - Poemas Ilustrados" da autora Heloísa Helena Mapurunga de Miranda é uma obra que entrelaça poesia e ilustração/pinturas, oferecendo ao leitor uma experiência rica e sensorial. Dividido em quatro capítulos distintos, o livro explora diferentes facetas da expressão poética e visual.

Capítulo 1. Livro dos Afetos

O primeiro capítulo, "Livro dos Afetos", é uma celebração da emoção e do sentimento. Nesta seção, a autora mergulha nas complexidades das relações humanas e nas nuances do amor, amizade e saudade. Os poemas são imbuídos de uma sensibilidade que parece dialogar diretamente com o leitor, enquanto as ilustrações complementam e amplificam a carga emocional das palavras. O uso de imagens visuais proporciona uma dimensão adicional, permitindo que os sentimentos evocativos ganhem vida de maneira ainda mais vívida.



Capítulo 2. Livro das Considerações

No "Livro das Considerações", o foco se desloca para reflexões mais profundas e filosóficas. Aqui, os poemas abordam temas universais e existenciais, explorando a natureza da vida, a busca por significado e a introspecção. A linguagem poética é ao mesmo tempo incisiva e contemplativa, incentivando o leitor a ponderar sobre questões maiores. As ilustrações nesta seção muitas vezes têm um caráter mais abstrato, refletindo a profundidade e a complexidade dos pensamentos abordados.

Capítulo 3. Livro das Viagens

O terceiro capítulo, "Livro das Viagens", é uma jornada através de diversos cenários e experiências. A autora leva o leitor a lugares distantes, reais e imaginários, através de versos que capturam a essência da aventura e do descobrimento. As ilustrações, neste caso, desempenham um papel crucial, oferecendo visões visuais de paisagens e culturas subjetivas que enriquecem a narrativa poética. A sensação de deslocamento e exploração é acentuada pela combinação harmoniosa entre texto e imagem.



Capítulo 4. Livro dos Acrósticos e Aforismos

Por fim, o "Livro dos Acrósticos e Aforismos" é uma seção que se destaca pela criatividade e pelo jogo com a forma poética. Os acrósticos oferecem uma estrutura formal onde cada letra de uma palavra-chave inicia uma nova linha de poesia, enquanto os aforismos fornecem reflexões concisas e impactantes. As ilustrações acompanham essas formas poéticas e explorando a estética da tipografia e a integração visual com o texto.

Considerações Finais

"Poesia é Pintura - Poemas Ilustrados" é uma obra que se destaca pela sua capacidade de combinar poesia e arte visual de maneira coesa e inovadora. Heloísa Helena Mapurunga de Miranda apresenta um trabalho que é tanto um deleite para os amantes da poesia quanto para aqueles que apreciam a arte visual. A interação entre texto e imagem enriquece a experiência de leitura, oferecendo múltiplas camadas de interpretação e apreciação. O livro é uma celebração do poder das palavras e das imagens para capturar e expressar a complexidade da experiência humana.


Ficha Técnica:


Autora: Heloísa Helena Mapurunga de Miranda

Ilustrações/Pinturas: Heloísa Helena Mapurunga de Miranda

Obra independente agraciada com a LEI Paulo Gustavo

Cidade/ano: Viçosa do Ceará/2024

Gênero: Poesia

Páginas: 83

Impressão: Sieart Gráfica e Editora.




quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Menino Quindins, homem Alemberg | Livro "Poemas HQ"


Ha uma subjetividade na arte que nenhum ser humano foi capaz de descrever (aprisionar) até hoje. Algo que emana da alma de quem produz e deságua na alma de quem consome a tal arte. Um misto de "sei-la-o-que" com uma vontade de sorrir, chorar, sentir-se parte daquilo como se aquilo fosse nossa própria essência existencial naquele instante. Assim me senti ao apreciar O livro POEMAS HQ do escritor, artista plástico e pesquisador Alemberg Quindins de Nova Olinda, Ceará.


A obra apresenta, através das palavras e imagens, as travessias da vida de Alemberg que, se intencional ou não, também nos leva a percorrer seus passos, seus caminhos e suas observações poéticas nesse trilhar. Suas lembranças são facas ágeis que brinca com a pele da poesia, sangrando a derme das metáforas. 

O MENINO QUE LIA O TEMPO

O menino que lia o tempo 
Não tinha tempo pra ler 
Corria os dedos sob a janela 
Todos os dias ao amanhecer 
E no espaço entre uma linha e outra 
Abria a porta para o tempo ter 
O menino que lia o tempo 
Só tinha o tempo todo pra ler 
E todo tempo que ele tinha 
O livro do tempo queria ver 
E o tempo levou o livro 
E o menino que o tempo queria ler.

                                             QUINDINS, Alemberg 

Há poesias nas palavras, há poesias nas imagens e há, principalmente, poesia no silêncio oculto entre as páginas, como se algo/alguém habitasse ali, de tocaia, uma subjetividade, uma saudade que transmigra para quem l(v)er a obra com o coração. "Quando chegar meus cabelos brancos lembrarei de ti / Olharei a minha imagem e é como se os meus olhos fossem os seus ..."

De quantos mundos vem o autor ou para onde vai seu voo rasante? Andarilhos por mil caminhos? De quantos pedaços é feito? "Eu vim de um mundão! / E de taquin in taquin / Remendando meus cadin / Costurando meus cadão..." 


O livro "Poemas HQ" tem o formato de bolso (10x15cm), capa dura e segundo Alemberg o "processo criativo foi construído de forma artesanalmente digital, a partir dos recursos disponíveis no celular, tais como a câmera, aplicativos de efeitos e anotações, em um processo de construção semelhante ao que eu fazia quando criança com os restos de papéis e toscos lápis de cores, para dar forma às coisas que nasciam em minha imaginação."

Para a produtora Neyci Sotero "o fio inicial da narrativa nasce dos relatos de sua mãe sobre sua infância no Cariri perpassando por sua adolescência como retirante entre o parque do Araguaia e a Amazônia legal seguindo pelos seus amores e desamores nas estradas do mundo até o seu retorno como árvore do lugar à Chapada do Araripe para ver frutificar o seu plantio"

Por fim, são inúmeras as observações e percepções que surgem depois de degustar esta obra. Em resumo, em me sentir próximo do autor como se sua trajetória e travessias se passasse ao meu lado enquanto escrevo um poema com um título talvez, "Alemberg O Grande"

O projeto "Poemas HQ" foi selecionado no XII Edital de Incentivo às Artes e tem o apoio cultural do Governo do Estado do Ceará por meio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará.



Quem é Alemberg Quindins

Pesquisador, músico, empreendedor social, escritor e artista plástico autodidata e criou em 1992, junto com sua companheira Rosiane Limaverde, a Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri na cidade de Nova Olinda, Ceará.

Recebeu comendas de Cavaleiro na Ordem do Mérito Cultural pelo Ministério da Cultura do Brasil (2004), Medalha do Mérito da Farroupilha pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul – (2007), Comenda João Luiz Ramalho de Oliveira pelo Sistema Fecomércio Ceará (2014), Medalha da Abolição pelo Governo do Estado do Ceará (2017), Título de Dr. Honoris Causa em Ciências Sociais pela Universidade Regional do Cariri – URCA (2018) e Título de Notório Saber em Cultura Popular pela Universidade Federal do Ceará (2019).

Como consultor da Unicef participou da criação dos programas de rádio de criança para criança junto às rádios nacionais de Angola e Moçambique.. Foi gerente de cultura do SESC Rio de Janeiro (2018) e atualmente é assessor de relações institucionais do SESC Ceará.

Foi professor do Curso de Pós-graduação em Gestão Cultural Contemporânea do Itaú Cultural e Instituto Singularidades (2017 – 2019) e é professor do Curso de Pós-graduação Latu Sensu em Arqueologia Social Inclusiva pela Universidade Regional do Cariri - URCA e Investigador do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Patrimônio – CEAACP da Universidade de Coimbra – Portugal.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Autor Marcello Silva participará da Coletânea Poética "VERSANIA"


Vem aí, Versania! Um livro escrito a 24 mãos. A obra é organizada pelo professor Claucio Ciarlini editor do Jornal O Piaguí Culturalista de Parnaíba/PI. Este ano O Piaguí completa dez anos de circulação e a Coletânea faz parte das comemorações deste feito. Dentre os poetas, tem a presença do escritor chavalense Marcello Silva autor do livro O Pescador lançado em 2015. Além de Marcello Silva, o livro também terá as poesias de: Alciomar Neto, Alexandre César, Carlos Pontes, Carvalho Filho, Daltro Paiva, Emanuel Carvalho, Fernandez Rocha, Fernando, Filipe Cavalcante, Jailson Jr. Jaqueline Silva, Jefferson Portugal, Joyce Cleide, Junior Gualberto, Leonardo Rodrigues, Luana Silva, Morgana Sales, Gustavo Rosal, Rafael Oliveira, Sousa Filho, Tiago Fontenele e Zilmar. Diagramação de Fábio Bezerra e organização de Claucio Cialini.

No editorial da edição 117 do O Piagui do mês de julho o editor Claucio apresentou a obra "Versania" aos leitores. Confira na íntegra:

"Outubro de 2008! O Piaguí estava às portas de seu primeiro aniversário, quando este humilde editor que aqui vos tecla teve a ideia de lançar uma coletânea de poesias que aproveitasse os escritores revelados desde a primeira edição deste impresso cultural. Doze até aquele momento.

E o pensamento não se limitava apenas a uma obra poética, mas se trataria de uma série bianual de livros em que cada volume, uma escolha textual seria privilegiada: poesia, crônica, conto, artigo... Na ocasião, cheguei a compartilhar com meu primo e companheiro de edição e lutas em prol da cultura Daniel C. B. Ciarlini e com o amigo e diagramador Fabio Bezerra. Porém algumas escolhas, percalços e impossibilidades financeiras foram adiando este sonho. E com o passar do tempo, o projeto foi guardado na gaveta, enquanto a vida seguiu, como sempre ela faz, enquanto se tenta acompanha-la. Porém o sonho... Esse, nunca deixou de me perturbar.

Os anos foram passando, e vários outros sensíveis foram emergindo ou ganhando espaço, fosse no quadro Estreando, ou no Novíssimos Poetas e até mesmo no quadro poeta pelo poeta.

E eis que em meados do ano passado, depois de retornar para edição do jornal, aquele antigo desejo, que por quase uma década sussurrava em minha mente, começou a gritar mais alto e em insistente som, me alertando, me pressionando a dizer que já passava da hora de finalmente pôr em prática essa empreitada, e devido a isso fui atrás de vários poetas que participaram destas modestas páginas e o resultado é uma obra plural e inundada de sentimentos, que está em sua reta final de construção, e que você, estimado leitor, poderá ter mãos muito em breve. Versania, título sugerido por Fernando de Oliveira (um dos componentes deste grupo versaniano) e democraticamente escolhido pela maioria, é fruto de um sonho, que só se tornou possível através da união de 24 almas, reforçando a velha, porém jamais esquecida, máxima de Raul: 'Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só... Mas sonho que se sonha junto é realidade'."

Claucio Ciarlini

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Autor Marcello Silva participará de Livro que 'Celebra o Ceará'


Nosso autor  Marcello Silva, é um dos escritores convidados que estarão no Livro "Literarte Celebra o Ceará" composto por membros nacionais e internacionais da Alaf e escritores Cearenses.


A Literarte (Associação Internacional de escritores e artista) em Parceria com a Alaf (Academia de Letras e Artes de Fortaleza), lança a 7ª Antologia Poética da Alaf no mês de julho de 2016. O obra homenageia e Estado do Ceará, ressaltando sua cultura, beleza naturais, seu povo etc.

Alguns textos foram selecionados na época da tomada de posse que aconteceu em Cascais em 2015 e os demais convidados para o Livro Literarte Celebra o Ceará, a obra da Contra-capa é da Escritora cearense residente no Rio de Janeiro, Nara de Amorim Pamplona, a arte de Aline Rodrigues, nossa Capista, (Kappa- Facebook) e a revisão dos autores.

Com informações de Literarte

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Adquira o Livro "O Pescador" com o autor Marcello Silva


O Livro "O Pescador" do escritor chavalense Marcello Silva já se encontra com autor. 



Como adquirir o Livro?


1 - Entre em contato com autor, através do Facebook ou WhatsApp: (88) 9 8854 6209. e-mail (marcsantosilva@gmail.com)
Preço: R$ 30,00. Entregamos em todo o Brasil (frete incluso)

2 - Através do site da editora: Chiado Editora

3 - Através de site parceiro: Livraria Easybooks 

4 - Através de site parceiro: Bertrand Livreiro

5 - Através de site parceiro: Livraria Wook


Sobre a Obra: 

Chiado Editora
Autor: Marcello Silva
Data de publicação: Outubro de 2015 
Número de páginas: 148 
ISBN: 978-989-51-4930-8 
Coleção: Prazeres Poéticos 
Gênero: Poesia 

Sinopse

Palavras pescadas do âmago da rotina, sob uma óptica poética peculiar. O autor põe em suas metáforas, uma intensidade e uma verdade que chega a transbordar, pelas páginas, uma vontade de sermos o próprio texto.
Desde os devaneios de suas paixões, passando pela saudade da terra natal, até ao contexto social político, O Pescador navega em uma poesia bruta e sutil. Paradoxo? Simetria, talvez.
Ler esta obra é se apaixonar pela simplicidade que as metáforas ainda podem nos provocar na alma.




Mais Informações: Marcello Silva


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Livro "O Pescador"já está disponível no site da Chiado Editora


O livro do nosso blogueiro Marcello Silva, já está disponível no site da Chiado Editora. O livro físico custa R$ 30,00 (11,00 Euros) e o Ebook R$ 9,00 (3,00 euros). Em breve poderá ser efetuada a compra pessoalmente com o autor. Local e data do lançamento ainda a ser marcado. 


Obs: Reservas já podem ser feitas pelo email marcsantosilva@gmail.com ou pela fanpage O Pescador

Data de publicação: Outubro de 2015
Número de páginas: 148
ISBN: 978-989-51-4930-8
Colecção: Prazeres Poéticos
Género: Poesia


Sinopse

Palavras pescadas do âmago da rotina, sob uma óptica poética peculiar. O autor põe em suas metáforas, uma intensidade e uma verdade que chega a transbordar, pelas páginas, uma vontade de sermos o próprio texto.

Desde os devaneios de suas paixões, passando pela saudade da terra natal, até ao contexto social político, O Pescador navega em uma poesia bruta e sutil. Paradoxo? Simetria, talvez.

Ler esta obra é se apaixonar pela simplicidade que as metáforas ainda podem nos provocar na alma.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Livro "O Pescador" - Marcello Silva

Assinei, recentemente, um contrato com a Chiado Editora, a maior editora em língua portuguesa do mundo, para publicação e comercialização do livro de poesias e crônicas “O Pescador”. O projeto do livro já estava em andamento, entretanto, para uma produção independente. Com o ‘okay’ da Chiado a obra ganha nova roupagem.

A primeira edição é de 1.000 exemplares, sendo que a venda e distribuição de 200 unidades ficarão por conta do autor e os demais por conta da editora, disponibilizados em várias plataformas de venda: sites, livrarias, etc.

As ilustrações da obra será do artista plástico chavalense Frank Carneiro. Quanto ao prefácio ficará por conta da professora Fátima Oliveira que definiu a obra assim: “... a ousadia presente em cada poema estimula também, o pensamento e o desejo juvenil de quem o ler, são desejos de amar, de se apaixonar, proporciona sentimentos exagerados a ponto de excitar a vida e suas aventuras, sobretudo a vontade de vivê-la...”

Sobre o autor: 

Marcello Silva é bacharel em Contabilidade pela Universidade Federal do Piauí e blogueiro. Nasceu na Zona Rural de Chaval/CE, na Fazenda Poção. Começou a rascunhar poesia no ensino fundamental ao observar, nos livros didáticos, os poemas dos grandes mestres da literatura mundial. 

É filho de agricultores e morou na zona rural ate aos vinte anos, onde aprendeu a observar a natureza e pescar a poesia de seu silencio.


Sobre a editora:

A Chiado Editora é especializada na publicação de autores portugueses e brasileiros contemporâneos, sendo neste momento a maior editora em Portugal neste segmento, e uma das editoras em maior crescimento no Brasil. Em pouco mais de sete anos de existência, a Chiado Editora revolucionou o mercado do livro em língua portuguesa, editando mais de 1000 novos títulos por ano 

Texto aliciante: 

Palavras pescadas do âmago da rotina, sob uma óptica poética peculiar. O autor põe em suas metáforas, uma intensidade e uma verdade que chega a transbordar, pelas páginas, uma vontade de sermos o próprio texto.

Desde os devaneios de suas paixões, passando pela saudade da terra natal, até ao contexto social político, O Pescador navega em uma poesia bruta e sutil. Paradoxo? Simetria, talvez.

Ler esta obra é se apaixonar pela simplicidade que as metáforas ainda pode nos provocar na alma.

Welligton Magalhães – Site Chavalzada



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