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terça-feira, 25 de agosto de 2020

Estátua de metal de Torquato Neto é inaugurada em Teresina/PI

Foto: Semdec
Um par de longas asas de metal, como asas de avião, agora decora a paisagem do Parque da Cidadania, no Centro de Teresina. A estátua “Anjo Torto”, criação do artista plástico Braga Tepi, foi instalada no parque durante a última semana. A obra, um anjo de metal com 8,5 metros de envergadura e 1,80 metro de altura, foi construída em ferro, aço, bronze, alumínio e cobre.

O escultor foi inspirado pelo famoso poema “Lets Play That”, de Torquato Neto. “Ele tem essas asas enormes, as asas de avião como diz no poema. Quis que ele trouxesse esse ar de anjo caído, já que o Torquato tinha esse aspecto da rebeldia”, comentou o escultor.

O trabalho, interrompido pela pandemia, foi concluído em cerca de 2 meses e meio de trabalho de Braga Tepi. Com mais de 20 anos de carreira com esculturas, o ex-mecânico falou com o G1 da alegria que é ter uma de suas obras em um ponto tão querido pelos teresinenses.

“Eu já tenho várias obras em outros lugares do Brasil, como Brasília, Rio de Janeiro, e não tinha nada em Teresina. Pra gente, que mora aqui, que produz aqui, ter uma obra no parque é uma felicidade grande”, disse.

A obra foi instalada entre os gramados do Parque da Cidadania, lugar que, para o artista, abriga bem a ideia da peça.
Foto: Braga Tepi/ Redes sociais

“Acho que encaixou legal no parque. É um lugar que as pessoas vão para respirar, tomar um ar, ficar perto da natureza. E parece que o anjo também foi fazer uma visita ao parque”.

O escultor Braga Tepi tem mais de vinte anos de profissão. Ele começou a trabalhar como mecânico de automóveis, quando tinha 18 anos. Logo a criatividade foi impondo o trabalho artístico sobre o técnico, e o rapaz passou a aproveitar restos de peças de carros para fazer esculturas

“Comecei fazendo algumas peças para decorar minha casa. Com o passar dos anos as peças foram aumentando, até se tornarem minha atividade principal”, contou o artista.

Hoje, Braga tem um ateliê em Teresina e uma vasta experiência em exposições em galerias por todo o Brasil e em outros países. “O mercado hoje em dia, para nós, é o mundo. Com a internet a gente pode estar em contato com galerias de todos os lugares. O segredo é não parar de produzir”.

Leia o poema de Torquato Neto que inspirou a obra:

Lets Play That – Torquato Neto

quando eu nasci
um anjo louco muito louco
veio ler a minha mão
não era um anjo barroco
era um anjo muito louco, torto
com asas de avião

eis que esse anjo me disse
apertando minha mão
com um sorriso entre dentes
vai bicho desafinar
o coro dos contentes
vai bicho desafinar
o coro dos contentes

let's play that


Fonte: G1/PI

quarta-feira, 11 de março de 2020

Convocatória | Aberta as inscrições para 6ª edição do Slam Biqueira Literária em Parnaíba/PI


O Sesc Caixeiral, em Parnaíba, abre convocatória para selecionar participantes para a 6ª edição do Slam Biqueira Literária, que acontece no dia 28 de março. As inscrições são gratuitas e vão até o dia 17.

Para participar do evento cada poeta/poetisa deverá acessar o site do Sesc, onde encontrará a ficha de inscrição e declaração de parentesco, que deverá ser preenchida e enviada ao email slambiqueira@pi.sesc.com.br

Cada poeta/poetisa deverá inscrever no mínimo três e no máximo cinco poesias autorais, que irão passar por processo de curadoria, conforme equipe designada pelo Sesc Piauí.

Serão critérios de validação da inscrição literariedade, quantidade de textos conforme expresso na convocatória, obra autoral e preenchimento correto da ficha de inscrição.

Sobre o Slam Biqueira Literária

O projeto integra as ações do Trilhas Literárias, promovido pelo Sesc Piauí com apoio do Departamento Nacional do Sesc, e busca ressaltar a poesia oral e performática autoral, além de promover um espaço para mapeamento de artistas, valorização da produção local e reunir pessoas em nome do diálogo de opiniões e da arte.

O evento promoverá um encontro de poesia falada, no qual os participantes serão avaliados por uma curadoria designada pelo Sesc Piauí. Todos os inscritos terão acesso a um workshop de formação (antes do evento) e o poeta selecionado em 1º lugar (no dia do evento), pela curadoria, poderá ser incluído na programação de Literatura do Centro Cultural Sesc Caixeiral no exercício de 2020, como forma de incentivo artístico.

Link da convocatória:
http://www.pi.sesc.com.br/images/convocatoria/CONVOCATORIA_SLAM_2020.pdf

Ficha de inscrição:
http://www.pi.sesc.com.br/images/outras/convocatoriaslam2020ficainscricao.docx

Fonte: Sesc/PI

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Cavaleiro Medieval



Eu, cavaleiro medieval. 

Vindo de terras distantes 

Além das matas que se findam ao alcance dos olhos meus 

Perdi-me nos templos antigos 

Em meios a esculturas esbeltas 

Dos deuses, ninfas e anjos solitários. 

Procuro-me todo dia 

Reviro-me ao avesso 

Não me encontro 

Estou repousado na sombra da historia 

Ainda não estudada... 

Nos braços de Vênus me apazíguo e vivo... 


SILVA, Marcello. O Pescador. pag 16, Chiado Editora, 2015
Imagem: Google


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Poema | Sicrano




SICRANO
Vasculho - me
Reviro - me
Reinvento - me
Me anexo ao subtendido dos silêncios uivantes

Peregrino sem rima
Deserto afora
Com sede de metáforas 
Saara do Silva
De carona com as miragens eloquentes 
Me invado... Evado - me

Cadê a lâmpada mágica? 
Eu serei o meu gênio? 
Brincarei de criador 
Profano 
Mera criatura reinventada
Reinventando...


SILVA, Marcello. O Pescador. Chiado Editora, 2015. Pag. 14 
Foto: Grupo Versania 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Poeta Pescador - Luana Silva

Ao poeta pescador 

Pés descalços,
arranhões expostos,
pernas, corpo e rosto.

Sob o sol do meio dia,
queima minha tez, já escurecida da lida, da dureza da vida.

Mas insisto e permaneço, perseverar é o meu preço a pagar.

Pelo pão de cada dia, para que nunca venha a faltar um bocado de pão na boca daqueles a quem tenho que criar.

Dias vem, 
Dias tem,
Dias não.

Mas não desânimo não,
sob a bênção de Deus, 
sigo minha missão.

Nas águas do riacho, me encontro em solidão.
A espera do bom tempo, para ter a almejada provisão.

Dias vem,
Dias vão.

Na lida permaneço, 
aguentando os dias escassos,
na fé dos dias bons.

Pela alegria ou pela dor, regido por meu senhor.

Sou poeta, sou pescador.

Texto de Luana Silva

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Poema | Morre tardinha, morre.


O dia morre lento
No morro ali atrás
É levado leve pelo vento
E sugado cada vez mais

Morre tardinha morre
Vem ninar em meus braços…

As mulheres passam vazias
Numa ligeira passagem
Cheias de confusões e melancolias
Como doces e alegres miragens

Morre tardinha morre
Vem ninar em meus braços…

Passou Florine, passou
Cheia de charme e melodia
Cantou uma música, cantou
E deixou meu coração numa euforia

Morre tardinha morre
Vem ninar em meus braços…

Passaram Camilas sorridentes
Como lindos anjos perdidos
Passaram Marias inocentes
De olhares sem sentidos

Morre tardinha morre
Vem ninar em meus braços…

Ficam as ilusões alheias
Guardadas no meu armário
A trade é fria e feia
E o dia necessário

Morre tardinha, morre
No morro ali atrás
E vem ninar em meus braços
Vem. Vem cada vez mais.


COPYRIGHT © 2017 MARCELLO SILVA

quarta-feira, 8 de março de 2017

Mil Faces (As mulheres que não vi)



Quantas mulheres se escondem em uma só?
Quantos gritos resumidos, em um único gemido?


Mulheres que não vi
Escondidas sob uma única pele
Detrás de dois olhos apenas.
Quantas personalidades, jeitos, andares,
Olhares… Num único corpo.


Quantas faces!


Amar sob pressão do ódio
Odiar por tanto amar tanto
No entanto
Nunca amar.


Dentro de uma bela reside uma fera
Uma cinderela, branca de neve
Pequena sereia…
Ainda que astutas, também adormecidas


Quantas personagens sem nome!
Quantas vozes caladas!
Quantos caminhos não percorridos,


Roteiros incertos!


Quantas faces!


Quantas utopias esquecidas,
Amores roubados.
Quantas mulheres morrem
Dentro de uma única, sem terem sido, sequer notadas?

SILVA, Marcello. O Pescador. 1ª ed. Chiado Editora, 2015.
Ilustração: Frank Carneiro.


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Cordel à Chaval - Ilha de Pedra



SIMPLESMENTE CHAVAL


Surgida no acaso dos anos
A princesinha do litoral
Posta entre rios e marés
Cidade da pedra e do sal 
Eis a irreverente e ilustre 
Eis a pequena Chaval. 


A origem do seu nome é um enigma 
Mistério que ninguém desvenda 
Uns dizem que é devido ás chaves 
Achadas que se tornou lenda
Outros afirmam ser palavra francesa 
Que traduzindo quer dizer fazenda


Ao final do século dezenove 
Chegaram os primeiros povoadores 
Vindo de Ibuassú toda família 
Carneiro Cunha e servidores 
Sendo de Chaval, portanto 
Os primeiros moradores 


Descendente dessa mesma família 
Veio da cidade o fundador 
José Carneiro da Cunha 
De título chamado Monsenhor 
Homem de fé em bons princípios 
Que mostrou a nossa gente seu valor 


Mil novecentos e cinquenta e um 
Se deu sua emancipação
Em vinte e dois de novembro
Politicamente sua “libertação” 
Francisco Thieres Carneiro 
O primeiro prefeito na ocasião 


Geograficamente está situada 
Ao extremo norte do Ceará
Tendo Luis Correia a oeste 
A leste Barroquinha lá está 
Ao sul o município de Granja 
Ao norte as águas calmas do mar. 


São mais de *doze mil habitantes 
Segundo o último censo populacional 
**Duzentos e trinta quilômetros quadrados 
É a sua extensão territorial 
***Quatrocentos e vinte mil metros 
Distante de nossa capital 


São mais de vinte localidades 
Ao longo de sua extensão 
Distrito é só Passagem dos Vaz 
Porém, tem Carneiro, Jatobá, Poção 
Vereda, Pau D’arco, Retiro, Malhada D’areia 
Nova Olinda, Mucambo, São Paulo, Japão... 


Pontos turísticos aqui existem 
São bonitos por natureza 
Tem o Caldeirão, Pedra da Santa 
Açude Itaúna com sua profundeza 
Tem os postos da Missa e do Mosquito 
Da ****Carnaúba a vista é uma beleza 


Sua cultura resiste ao tempo 
Ela é rica e diversificada 
Temos lendas, comidas típicas 
Festas juninas e vaquejadas 
Dançamos capoeira, bumba meu boi. 
A tradição, assim é preservada. 


Tens um povo de muita fé 
Variadas religiões para adorar 
Têm católicos e evangélicos 
Terreiro de Ogum e Iemanjá 
Tem umbanda e espiritismo 
E alguns Testemunhos de Jeová. 


Sua vegetação é basicamente 
A caatinga e manguezais 
Clima quente, alto grau 
Muito calor por aqui faz 
Quando inverno a coisa muda 
Chove que não para mais 


A economia gira em torno 
Da agricultura e extração de sal 
Também atacado e varejo 
Pecuária e pesca artesanal 
Ainda temos em complemento 
Feira livre, comercio informal. 


Eis, portanto, Chaval 
Em evolução e crescimento 
Sendo beijada pelas marés 
Ao passar contínuo do tempo 
Sustenta grande esperança 
Em busca do desenvolvimento.


OBS:
* - 12. 617 habitante
** - 238 km2 de extensão
*** - 425 km de Fortaleza
**** - Pedra da Carnaúba com 100 m de altura




segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Poema | Superlua


Imagem: Sergei Grits/ AP



Tocou-me uma lua cheia
Quando eu, inebriado de amor,
No Porto das Canoas adormecia.

O que mais deseja um homem apaixonado,
Senão uma 'superlua' cheia?
Eu no discurso derradeiro calo-me.
Posto entre amigos e inimigos observo-os.
Se carrego em mim dez segredo grudados à Pele
Escondo-os sob a intensa melanina...

'Lua chavalense' que aqueceu a alma amante,
Por um instante, do meu triste poema .

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Livro "O Pescador"já está disponível no site da Chiado Editora


O livro do nosso blogueiro Marcello Silva, já está disponível no site da Chiado Editora. O livro físico custa R$ 30,00 (11,00 Euros) e o Ebook R$ 9,00 (3,00 euros). Em breve poderá ser efetuada a compra pessoalmente com o autor. Local e data do lançamento ainda a ser marcado. 


Obs: Reservas já podem ser feitas pelo email marcsantosilva@gmail.com ou pela fanpage O Pescador

Data de publicação: Outubro de 2015
Número de páginas: 148
ISBN: 978-989-51-4930-8
Colecção: Prazeres Poéticos
Género: Poesia


Sinopse

Palavras pescadas do âmago da rotina, sob uma óptica poética peculiar. O autor põe em suas metáforas, uma intensidade e uma verdade que chega a transbordar, pelas páginas, uma vontade de sermos o próprio texto.

Desde os devaneios de suas paixões, passando pela saudade da terra natal, até ao contexto social político, O Pescador navega em uma poesia bruta e sutil. Paradoxo? Simetria, talvez.

Ler esta obra é se apaixonar pela simplicidade que as metáforas ainda podem nos provocar na alma.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Basta!


É como se me bastasse esse instante em que habito

É tudo de necessário que necessito para existir
Gritos do passado ecoam nas paredes e eu os renego
Como quem dispensa a droga que o alimenta, por saber que ela também o matará...

Renego teus beijos e tuas promessas fáceis 
Esse teu cheiro de éter não mais me ludibriará 
Já conheço seus truques... Mágica repetida

Basta!

Não quero voltar a habitar teu mundo incerto
Ainda que belo e alucinógeno. Não, não a quero!
Basta!



segunda-feira, 23 de março de 2015

Doce Veneno


Me perdi no instante em que te vi
Me desgracei em tua graciosidade
Malévola princesa...

Que é isto de insano em ti,
Que, ao passo que me sustenta,
Também me devora ?

Querer teu amor
É mesmo que desejar cicuta
É morrer por uma razão que só eu conheço...

Marcello Silva - PHB, 2015

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Crepuscular



(a Carmen Silvia Presotto)

Cai a tarde aos pés
Implorando poesias.
Declamo Billac
Leio Carmen

Café puro me congela os neurônios
o conhaque falsificado não me alegra…
Tenho a tarde e as dobras do tempo
em encaixes com postigos…

Entre poemas invento veredas
vestígios de caligrafia
sinais de poesias.

Me identifico…
me perco entre metáforas na solidão crepuscular…


Marcello Silva

sábado, 3 de janeiro de 2015

Taquicardia


Ela adentrou aquele recinto como se trouxesse, no olhar, todos as minhas fantasias. Anjo? Mulher? Quem era enfim, aquele ser que passava...Desfilava com batom vermelho, rosto corado de blash. Como ela descobriu minha realidade? De que portal ela fugiu dos meus sonhos?
Seus olhos fugidios, fingem não me ver... Sensualiza. Vento no rosto, cabelo esvoaçam, parecem chamas... Coração queima... Taquicardia.


P.S: 
AMOR PLATÔNICO.
No romantismo - sinônimo do amor inatingível do qual o amante teria a satisfação no espírito - o sentimento de amor, por si, já se basta.
(Dizem que os poetas não sobrevivem sem seus amores platônicos)


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Mistérios das noites interioranas


(Aos meus avós com suas historias lendarias...)

Quem és tu mistério da noite
Corpo caído face esguia
Que vaga triste e errante
Perambulante na noite fria?

Eis caipora assoviante  
Rainha negra assustadora
Que das matas és dona
E dos animais domadora?

Eis o lobisomem peludo
Feroz fera fugidia
Encantado perigo das noites
Viajante das serranias?

Eis mula -sem –cabeça
De estranhos fogos acesos
Na noite és assustadora
Corredora leve sem peso?

Ou ainda queres ser
saci ousado e brincalhão
Negrinho traquineiro
Prezepeiro da escuridão?

Eis alma penada
Vulto branco na negrura
Veloz e arrepiante
Penetrante na noite escura?

Ou eis o visão da meia noite
Com gemidos doloridos
Perseguidor dos andantes
E errantes perdidos?

Eis o irritante gritador
Condutor de um pesado caixão
Gritante na noite escura
A procura de um ‘respondão’?

Seja esse o que for
Enigmático mistério a bramir
Que agora vá embora
Sem demora pode ir

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Teu cheiro

(á H.T)
Sinuosa menina
nesse dançar de pernas, bailo
no compasso dos teus passos
minhas ideias vacilam

Esmaeço nesse teu cheiro de fêmea
- de pele... Água de colônia - 
Em teus braços sou pecador
Hereges...
Renasço... Revivo em teus beijos.
 Marcello Silva. 04 de outubro de 2013.

terça-feira, 15 de julho de 2014

A dor que une


Sobre o caixão de um ente querido
Duas famílias se reencontram
Unidos pela dor...
Antigos insultos esquecidos
Velhas diferenças amenizadas.

As lágrimas de agora
Inundam as mágoas de outrora
Se abraçam como se nunca tivessem se renegados...

A cada aperto de mão;
A cada abraço; 
A cada soluço... O passado se afogava.                                                

 - Poção - 130714 -