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domingo, 26 de junho de 2016

Entrevista do nosso autor Marcello Silva ao 2º FLAL (Festival de Literatura)

O Escritor chavalense Marcello Silva, autor do Livro "O Pescador", participou no mês de maio do 2º FLAL (Festival de Literatura e Artes Literárias) onde ele cedeu uma entrevista, a qual você pode conferir na íntegra a seguir:


Entrevista: (Original AQUI)


1 - Carlos Almir Ferreira - O que a poesia representa na sua vida? E por que escolheu este gênero dentre tantos outros?
R – Poesia é respiração. Confunde-se com a minha própria essência de existência. Eu não escolhi, aconteceu. Mas, escrevo e pretendo publicar outros gêneros também.


2 - Dani Silva - Qual a sua inspiração para escrever seus livros?
R – Me inspiro muito no meu cotidiano. No meu povo. Na cultura regional


3 - Claudia Mina - Você acha que um autor precisa de uma editora para a publicação de um livro? Qual a sua visão sobre a publicação independente?
R – Não, necessariamente. Dependendo da editora, às vezes é melhor publicar de forma independente do que com uma editora que não te ajuda na divulgação, propagação e venda da tua obra. A produção independente te dá mais controle sobre tua obra.


4 - Michelle Paranhos - Como você constrói o perfil físico e psicológico do personagem principal de você? E do vilão ou antagonista? Vocês se inspiram em que ou em quem?
R – Primeiro é traçar o objetivo do personagem na trama, a partir daí é elaborar seu perfil baseado no cotidiano e realidade da trama. Pesco da minha realidade alguns traços físicos e psicológicos tanto do protagonista quanto do vilão. Livros, filmes, HQ, enfim tudo que leio ou assisto serve para complementar meus personagens.


5 - Luciana Do Rocio Mallon - Como você reage às críticas negativas?
R - Primeiro, temos que ter consciência do nosso trabalho para que não possamos ficar tão vulneráveis às críticas ou aos elogios. Ambos vão existirem. Aproveito o máximo da crítica negativa e tento utiliza-la como um mecanismo de aprimoramento da minha obra.


6 - Lari Patricio - Qual a sua opinião a respeito de clichês? Um livro bom é aquele completamente original, ou um clichê bem escrito pode ser bom? É possível fugir de clichês?
R – Clichês são necessários. Não se pode é utiliza-lo o tempo todo dentro de uma obra. Acredito que um clichê bem trabalhado, de vez em quando, mantém tua obra em percurso. É muito difícil fugir deles, então vamos utilizar o inimigo como aliado (rs)


7 - Miguel Rodrigues - Quando você escreve, tem consciência que seus pensamentos terão consequências?
R – Sim, sei que eles vão ‘invadir o mundo’. Escrever é uma forma direta de passar uma mensagem, então aproveito esta situação para conscientizar meus leitores acerca da realidade em que vivemos. Camuflo nas minhas metáforas uma mensagem social, política... Ideológica, etc.


8 - Dom Rodrigo Miranda - Você acha que participar de saraus e eventos sociais ajuda a vender o livro, ou, pode queimar o escritor por causa de intrigas e fofocas que podem acontecer?
R – Sim, a participação em eventos sempre ajuda, não só na venda em si, mas na divulgação da ideia do livro como um todo. Quanto às intrigas, elas acontecem, infelizmente, independentes disto. Precisamos de apoios mútuos entre nós mesmo.


9 - Carla Póvoa - Julga que existe um cenário mais apropriado que outro para o lançamento de um livro? Qual a maior motivação que leva as pessoas ao lançamento de um livro?
R – Acho que depende da obra e do autor. O que se pretendo com a obra. O público-alvo também conta na hora de escolher um cenário de lançamento. As publico tem que se sentir instigados a conhecer a obra, seja de um amigo ou desconhecido.


10 - Hidaru Mei - Você se inspira em um local/cenário real para criar seus livros?
R – Uma das críticas que recebo é que minha literatura é muito regional. Pois, minha poesia e prosa, em sua maioria, conta a cultura e o cotidiano da minha região (Nordeste brasileiro) e do meu povo.


11 - Cristiane Wimmer - Quando está escrevendo um livro, você consegue entrar na história? Passar a ser a personagem principal, e você passando por tudo, e contanto a história?
R – É um jogo de’ vai-e-vem’. Hora entro na história e escrevo como um personagem, em outras circunstancias tenho que está por fora, observando tudo e mantendo o enredo.


12 – Luiz Amato - Cite dois livros inesquecíveis, um nacional e um estrangeiro.
R – Como gosto de poesia vou citar “Poema Sujo” de Ferreira Gullar e “Os Sofrimentos do Jovem Werther” de Goethe. Esses dois livros foram uns dos primeiros que li, por isto, esta identificação


Fonte: 2º FLAL

terça-feira, 10 de maio de 2016

Nosso Autor participa de Festival Literário com 160 autores nacionais e estrangeiros

Agora em maio, o escritor chavalense Marcello Silva, autor do livro "O Pescador", participará da segunda edição do FESTIVAL DE LITERATURA E ARTES LITERÁRIAS, ou FLAL, com a participação de 161 autores nacionais e estrangeiros. O evento é online, vai de 01 de abril até 29 de maio deste ano e o público poderá conversar e fazer perguntas em dias e horários específicos para cada um deles. A entrevista de Marcello Silva será dia 19/05/2016 ás 13:00 h. desde então, sintam-se convidado s a participarem.


E mais: serão distribuídos livros, marcadores, brindes e mais uma dezena de prêmios para quem participar do evento!

O festival é organizado por uma equipe de voluntários, encabeçada por LUIZ AMATO e FERNANDA AVELAR, e apoiados por: DAYA MACIEL, BIA SANTANA, PAULA AZARA, ROBERTA SOUZA, DANIELA GARCIA, LOUYSE ROSA, THAIS CRISTINA, GUSTAVO RAYNER, GE BENJAMIM, IRONI JAEGER, e ROSÂNGELA ANGARTEN.

Abaixo uma entrevista com de Luiz Amato ao site Gettub, explicando um pouco melhor sobre o festival:

Luiz Amato é Paulista, casado, pai de duas lindas filhas. Roqueiro convicto, curte tocar guitarra. Ama cachorros. Autor da Série A Grande Aventura (S.A.G.A.), composta por 3 volumes: A Lenda, A Jornada, A Revelação. É autor dos contos Psicos - Fronteira Final - Deus é mesmo Brasileiro - Louco? Quem? Eu? - Herói Urbano - Felicidade, Um conto de Amor - Amor Somente Amor - O Plantonista - Q.I. 180 Um presente ou...? – Lua Cheia, reunidos em um livro homônimo. Seus autores preferidos, são: James A. Michener, James Clavel, Sven Hassel, Jack Higgins, Machado de Assis e José Mauro de Vasconcelos, que, de uma forma ou de outra, influenciaram o seu modo de escrever.



GETTUB: O que é o FLAL? 

LUIZ AMATO: Festival de Literatura e Artes Literárias. É um evento 100% online, gratuito, que tem como metas principais, divulgar a literatura e aproximar o público leitor, do escritor. 

GETTUB: Como surgiu o festival? 

LUIZ AMATO: Eu participei de um outro evento, o qual eu considero muito bom, de nome; projeto um dia a R$ 0,00 da Ge Benjamim, onde os autores disponibilizam seus escritos a custo zero para os participantes. A partir dele, desenvolvi oFLAL. 

GETTUB: Qual a maior dificuldade em criar um evento desse nível? 

LUIZ AMATO: Para a criação, praticamente nenhuma. Agora para gerir, muitas. Um exemplo: A comunicação com os participantes. Foi criado, em janeiro de 2016, um grupo exclusivo para isso, onde são postadas todas as informações para o desenvolvimento das ações necessárias. Estamos a duas semanas do início do Festival, mas ainda recebo perguntas do tipo: Para que serve a entrevista? 

GETTUB: O que o público poderá encontrar no festival? 

LUIZ AMATO: Nesta edição, somos 161 escritores (as) dos mais variados estilos, onde 72 deles, participarão de bate-papos, sextas e sábados, em tempo real. O público poderá perguntar o que quiser. Temos também as entrevistas publicadas durante os dias da semana, no período do evento, onde os autores respondem às perguntas enviadas pelo público. Adicionamos nesta 2ª edição, entrevistas com profissionais da área literária, e um evento que chamamos de pré FLAL, onde os participantes inscritos enviam textos, que são publicados anonimamente. O público pode comentar e avaliar. 

GETTUB: Como é a interação entre o público e os autores? 

LUIZ AMATO: Ela ocorre, principalmente, durante os bate-papos, onde o público, em um sistema de perguntas e respostas em tempo real, obtém informações sobre os mais variados quesitos, do autor participante. 

GETTUB: Qualquer um pode participar? 

LUIZ AMATO: Sim, tanto como autor, como público ou como membro da coordenação do evento (trabalho voluntário). 

GETTUB: Quem fornece os prêmios dos sorteios? R. Os autores. Nós pedimos aos mesmos, dentro da medida do possível (não existe obrigatoriedade), que doem brindes (livros, marcadores, botons, etc), para sortearmos ao público participante. Em escala bem menor, também direcionado ao público, recebemos doações de terceiros. 8) Como enxerga a literatura nacional atual? 

LUIZ AMATO: Eu sempre gosto de usar esse termo: Somos um vulcão prestes a entrar em erupção. A quantidade de obras, com qualidade excelente, é muito grande. Temos escritores (as) com nível para sucesso mundial. 

GETTUB: O que pensa do trabalho das editoras quanto a obras nacionais? 

LUIZ AMATO: Sem generalizar, resumo em duas palavras: Faturamento e Rotina: A editora é uma empresa, e como todo negócio visa faturamento. O mesmo tem à plena garantia ao se editar uma obra estrangeira, já consagrada, de venda fácil. Acontece que esse procedimento, acaba se tornando uma rotina. Para que perdermos tempo e arriscarmos investimentos com textos (mesmo com qualidade excepcional) de ilustres desconhecidos, se podemos faturar com títulos e autores (as) conhecidos do púbico. 

GETTUB: De onde pensa que vem a resistência de alguns leitores quanto a obras nacionais? 

LUIZ AMATO: Com certeza do total desconhecimento do que é, e, da qualidade da literatura nacional. Já li um comentário que dizia “Nossa, que ruim este livro, tinha que ser um autor nacional” Quem teceu esse comentário, esquece que generalizar é errado. Se um não presta, não significa que todos não prestam. Um outro detalhe. Os estrangeiros que aqui chegam, já foram insistentemente preparados, para ter excelência em sua qualidade. 

GETTUB: Haverá o FLAL 3? 

LUIZ AMATO: Eu penso que sim, pois, mesmo o festival sendo recente, está na 2ª edição, já atingiu patamares para figurar no calendário nacional de eventos culturais. Pode ser que eu não faça mais parte da organização coordenação, mas continuará divulgando e mostrando que a cultura é o maior tesouro de um ser humano.

Colaboração na postagem: Luiz Amato e site Gettub

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Nosso Autor foi palestrante no I Colóquio de Educação Ambiental na UFPI

Aconteceu no auditório do Campus da UFPI de Parnaíba, o I Colóquio de Educação Ambiental. O evento foi dia 30 de janeiro deste ano. Nesta primeira edição, foi abortado o tema: “A poesia como auxílio da educação ambiental”, tendo como o palestrante Marcello Silva, autor do livro “O Pescador”.
Ainda no colóquio, a pedagoga Rosangela Maria palestrou sobre as “Narrativas na Educação Ambiental”. 
Agradecimentos a Vitória Vanessa.


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Nosso Autor participa da "Coletânea de Natal" com outros autores nacionais.

Nosso autor Marcello Silva, que recentemente lançou o livro "O Pescador", participa de uma coletânea de natal juntamente com outros 27 autores nacionais. O livro se chama "Natal do Castelo Literário" e é composto de crônicas e poesias natalinas. A Obra é uma idealização do 'Castelo Literário' e editado pela 'Editora PenDragon'. O livro já pode ser adquirido através do site da editora (AQUI)



sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Adquira o Livro "O Pescador" com o autor Marcello Silva


O Livro "O Pescador" do escritor chavalense Marcello Silva já se encontra com autor. 



Como adquirir o Livro?


1 - Entre em contato com autor, através do Facebook ou WhatsApp: (88) 9 8854 6209. e-mail (marcsantosilva@gmail.com)
Preço: R$ 30,00. Entregamos em todo o Brasil (frete incluso)

2 - Através do site da editora: Chiado Editora

3 - Através de site parceiro: Livraria Easybooks 

4 - Através de site parceiro: Bertrand Livreiro

5 - Através de site parceiro: Livraria Wook


Sobre a Obra: 

Chiado Editora
Autor: Marcello Silva
Data de publicação: Outubro de 2015 
Número de páginas: 148 
ISBN: 978-989-51-4930-8 
Coleção: Prazeres Poéticos 
Gênero: Poesia 

Sinopse

Palavras pescadas do âmago da rotina, sob uma óptica poética peculiar. O autor põe em suas metáforas, uma intensidade e uma verdade que chega a transbordar, pelas páginas, uma vontade de sermos o próprio texto.
Desde os devaneios de suas paixões, passando pela saudade da terra natal, até ao contexto social político, O Pescador navega em uma poesia bruta e sutil. Paradoxo? Simetria, talvez.
Ler esta obra é se apaixonar pela simplicidade que as metáforas ainda podem nos provocar na alma.




Mais Informações: Marcello Silva


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Nosso Autor participa de bate-papo literário na Escola Jaime Laurindo em Barroquinha

A Escola de Ensino Médio Jaime Laurindo da Silva, situada em Barroquinha/CE, realizou nos dias 14 e 15 de outubro a "II Mostra de Iniciação Científica e Literária". Na programação houve um bate-papo literário com a escritor chavalense Marcello Silva, autor do livro O Pescador. Diante da plateia dos docentes, discentes, colaboradores e visitantes, a autor falou sobre sua obra e respondeu as perguntas dos presentes. Dissertou sobre o processo criativo da escrita, bem como, evidenciou seus autores preferidos e os futuros projetos literários. 


Segundo o autor, "O Pescador" já está fase final de produção, aguardando apenas alguns trâmites burocráticos. Ainda, segundo ele, o lançamento está previsto para acontecer em Chaval/Ce em novembro, mês em que o município faz aniversário de emancipação política. Seria uma forma de presentear sua terra natal. Mesmo assim, O Livro já se encontra em pré-venda no site da Chiado Editora.

Mais fotos (AQUI)



sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Livro "O Pescador"já está disponível no site da Chiado Editora


O livro do nosso blogueiro Marcello Silva, já está disponível no site da Chiado Editora. O livro físico custa R$ 30,00 (11,00 Euros) e o Ebook R$ 9,00 (3,00 euros). Em breve poderá ser efetuada a compra pessoalmente com o autor. Local e data do lançamento ainda a ser marcado. 


Obs: Reservas já podem ser feitas pelo email marcsantosilva@gmail.com ou pela fanpage O Pescador

Data de publicação: Outubro de 2015
Número de páginas: 148
ISBN: 978-989-51-4930-8
Colecção: Prazeres Poéticos
Género: Poesia


Sinopse

Palavras pescadas do âmago da rotina, sob uma óptica poética peculiar. O autor põe em suas metáforas, uma intensidade e uma verdade que chega a transbordar, pelas páginas, uma vontade de sermos o próprio texto.

Desde os devaneios de suas paixões, passando pela saudade da terra natal, até ao contexto social político, O Pescador navega em uma poesia bruta e sutil. Paradoxo? Simetria, talvez.

Ler esta obra é se apaixonar pela simplicidade que as metáforas ainda podem nos provocar na alma.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Livro "O Pescador" - Marcello Silva

Assinei, recentemente, um contrato com a Chiado Editora, a maior editora em língua portuguesa do mundo, para publicação e comercialização do livro de poesias e crônicas “O Pescador”. O projeto do livro já estava em andamento, entretanto, para uma produção independente. Com o ‘okay’ da Chiado a obra ganha nova roupagem.

A primeira edição é de 1.000 exemplares, sendo que a venda e distribuição de 200 unidades ficarão por conta do autor e os demais por conta da editora, disponibilizados em várias plataformas de venda: sites, livrarias, etc.

As ilustrações da obra será do artista plástico chavalense Frank Carneiro. Quanto ao prefácio ficará por conta da professora Fátima Oliveira que definiu a obra assim: “... a ousadia presente em cada poema estimula também, o pensamento e o desejo juvenil de quem o ler, são desejos de amar, de se apaixonar, proporciona sentimentos exagerados a ponto de excitar a vida e suas aventuras, sobretudo a vontade de vivê-la...”

Sobre o autor: 

Marcello Silva é bacharel em Contabilidade pela Universidade Federal do Piauí e blogueiro. Nasceu na Zona Rural de Chaval/CE, na Fazenda Poção. Começou a rascunhar poesia no ensino fundamental ao observar, nos livros didáticos, os poemas dos grandes mestres da literatura mundial. 

É filho de agricultores e morou na zona rural ate aos vinte anos, onde aprendeu a observar a natureza e pescar a poesia de seu silencio.


Sobre a editora:

A Chiado Editora é especializada na publicação de autores portugueses e brasileiros contemporâneos, sendo neste momento a maior editora em Portugal neste segmento, e uma das editoras em maior crescimento no Brasil. Em pouco mais de sete anos de existência, a Chiado Editora revolucionou o mercado do livro em língua portuguesa, editando mais de 1000 novos títulos por ano 

Texto aliciante: 

Palavras pescadas do âmago da rotina, sob uma óptica poética peculiar. O autor põe em suas metáforas, uma intensidade e uma verdade que chega a transbordar, pelas páginas, uma vontade de sermos o próprio texto.

Desde os devaneios de suas paixões, passando pela saudade da terra natal, até ao contexto social político, O Pescador navega em uma poesia bruta e sutil. Paradoxo? Simetria, talvez.

Ler esta obra é se apaixonar pela simplicidade que as metáforas ainda pode nos provocar na alma.

Welligton Magalhães – Site Chavalzada



Links: 



A última quimera

Engana-se quem pensa que o respirar seja o último ato de vida. Há tantas formas, horripilantes de morrer, mas, certamente a mais desgraçada seja aquela em que, ainda, é fogosa a respiração e os ‘sentidos’ biológicos permaneçam em pleno funcionamento.


Morre, miseravelmente, aquela insana criatura que já não mais sonha, que não tem algo pelo qual esperançar. Morre lentamente o homem que não rir da insignificância; das metáforas; das rosas; das pedras... Do silencio até. Morre aquele cujo infinito agora é um amigo estranho de face fugidia. Morre em desventura, o ser infame que não sonha com a possível glória do amanhã. 

Morre, diariamente, milhares desses indivíduos e que, como zumbis, perambulam sobre a existência. Se não sonhas, se não acreditas, se não tem esperança, então não vives! Lamento dizer... Corpos ambulantes cujas almas exalam mau cheiro pela face da terra.

A esperança é a última quimera e ela sobrevive ao homem. O corpo se vai, mas, ela sobreviverá nos sonhos de outrem.




O Pescador - Chaval, junho de 2015

As três meninas

Não sei qual das três é a mais menina, tão faceiras assim, como poderei diferencia-las? Três mulheres e algo em comum, não sei é a “covinha” do rosto ou o jeito simples de andar. As duas meninas menores é a quarta geração, contada a partir da menina maior. Entretanto, entre elas, duas outras gerações de ‘Marias’ completa o ciclo.


Quantas mudanças nesse, quase, um século de diferença entre elas. No entanto, alguma coisa permanece como sempre e sempre permanecerá assim. E como permitir um diálogo entre elas sem notar o choque de geração? Inevitável. Uma faz paçoca de torresmo no pilão de pau d’arco e as outras ingerem achocolatado industrializado; uma brincou de boneca-de-pano e a outras duas brincam em aplicativos de tablet e smartphones; uma não teve oportunidade de estudar, as outras já querem aprender inglês.

Mundo, vasto mundo, em que volta agora tu estás?! A menina mais velha transborda sabedoria, as meninas mais novas tem sede de conhecimento. Como chegar a um acordo ou o que dizer a elas? Não, é São Jorge matando o dragão! Não, são crateras causadas por meteoritos! Sim, lobisomens existem! Não, lobisomens não existem, isto é lenda!

Enquanto isto, degusto meu café feito por uma das ‘Marias’, cuja essência, é repassada de geração em geração do princípio à eternidade...


*Dedicado a Maria da Conceição, Maria Cecília e Alessandra

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Basta!


É como se me bastasse esse instante em que habito

É tudo de necessário que necessito para existir
Gritos do passado ecoam nas paredes e eu os renego
Como quem dispensa a droga que o alimenta, por saber que ela também o matará...

Renego teus beijos e tuas promessas fáceis 
Esse teu cheiro de éter não mais me ludibriará 
Já conheço seus truques... Mágica repetida

Basta!

Não quero voltar a habitar teu mundo incerto
Ainda que belo e alucinógeno. Não, não a quero!
Basta!



segunda-feira, 23 de março de 2015

Doce Veneno


Me perdi no instante em que te vi
Me desgracei em tua graciosidade
Malévola princesa...

Que é isto de insano em ti,
Que, ao passo que me sustenta,
Também me devora ?

Querer teu amor
É mesmo que desejar cicuta
É morrer por uma razão que só eu conheço...

Marcello Silva - PHB, 2015

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Rua Afonso Pena

A princípio poderia ser, apenas, mais uma Rua Afonso Pena dentre as dezenas existentes no Brasil. Mas, não. Não está situada no bairro Pindorama na cidade de Parnaíba-PI. Esta rua tem suas peculiaridades que a torna única. Pista estreita, retilínea e asfalto negro igual a tantas outras. Mas, é a sua gente, é o seu povo que vivem suas casas ou desfilam por tuas calçadas, que faz a diferença.

A rua acorda antes do sol, às 5:00 horas da manhã os passarinhos começam a disputar atenção com a voz rouca do peixeiro: “olha o peeeeixe!”. Aquele grito entra no meu sono como uma pedrada. É o primeiro alarde do despertar do dia. Às 06:00 horas é a vez do senhor da tapioca, cuja face e nome também desconheço, porém, sua voz reconheço a quilômetros. E ele insiste em parar em frente ao portão e gritar algumas vezes: “tapiooooca!” e este é um tapa no meu último sono. Desperto. Tenho vontade de ir lá dá bom dia ao senhor e comprar algumas tapiocas para ver se são tão boas quanto as que minha avó faz, mas, aquela preguiça matutina não deixa. Ainda tenho meia hora. É quando passa o “homem do cuscuz” e o grito desse é mais hilário e eu não saberei descrevera aqui. Tive que ouvir por uma semana para compreender o que dizia: “cus...cuzzzz!” algo assim. O cuscuz eu já provei e é bom, claro que não se compara com o cuscuz de milho feito na comunidade Poção (Chaval/CE), mas, é apreciável. 
 
A Afonso Pena é uma reta, em cujo asfalto, além dos vendedores ambulantes, também passam pessoas “normais” sem gritos e sem pressa alguma. Nas calçadas nos finais de tarde se observa cadeiras, conversas... Café. De vez em quando aparece um “engraçadinho” se sentindo o dono da rua com sua moto “envenenada” empinando pneu, se exibindo... Caindo. 
 
Nos finais de semana tem os famosos “espetinhos”, são uns quatro ao longo da rua, além dos assados de carnes, baião e feijoada, neles também são vendidos um sarapatel e uma panelada que são coisas absurdas de boas.
 
‘Eita vidão!’ sentar na calçada ao domingo e observar o movimento de pessoas, coisas, sons... Vidas. Rua Afonso Pena parece um ser com vida própria, em cujas vias (veias) pulsa um sangue negro de concreto.
 
P. S.: Afonso Pena foi presidente do Brasil entre 1906 e 1909.
 
Marcello Silva – PHB, 01 de Fevereiro de 2015.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Crepuscular



(a Carmen Silvia Presotto)

Cai a tarde aos pés
Implorando poesias.
Declamo Billac
Leio Carmen

Café puro me congela os neurônios
o conhaque falsificado não me alegra…
Tenho a tarde e as dobras do tempo
em encaixes com postigos…

Entre poemas invento veredas
vestígios de caligrafia
sinais de poesias.

Me identifico…
me perco entre metáforas na solidão crepuscular…


Marcello Silva