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segunda-feira, 23 de março de 2015

Doce Veneno


Me perdi no instante em que te vi
Me desgracei em tua graciosidade
Malévola princesa...

Que é isto de insano em ti,
Que, ao passo que me sustenta,
Também me devora ?

Querer teu amor
É mesmo que desejar cicuta
É morrer por uma razão que só eu conheço...

Marcello Silva - PHB, 2015

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Rua Afonso Pena

A princípio poderia ser, apenas, mais uma Rua Afonso Pena dentre as dezenas existentes no Brasil. Mas, não. Não está situada no bairro Pindorama na cidade de Parnaíba-PI. Esta rua tem suas peculiaridades que a torna única. Pista estreita, retilínea e asfalto negro igual a tantas outras. Mas, é a sua gente, é o seu povo que vivem suas casas ou desfilam por tuas calçadas, que faz a diferença.

A rua acorda antes do sol, às 5:00 horas da manhã os passarinhos começam a disputar atenção com a voz rouca do peixeiro: “olha o peeeeixe!”. Aquele grito entra no meu sono como uma pedrada. É o primeiro alarde do despertar do dia. Às 06:00 horas é a vez do senhor da tapioca, cuja face e nome também desconheço, porém, sua voz reconheço a quilômetros. E ele insiste em parar em frente ao portão e gritar algumas vezes: “tapiooooca!” e este é um tapa no meu último sono. Desperto. Tenho vontade de ir lá dá bom dia ao senhor e comprar algumas tapiocas para ver se são tão boas quanto as que minha avó faz, mas, aquela preguiça matutina não deixa. Ainda tenho meia hora. É quando passa o “homem do cuscuz” e o grito desse é mais hilário e eu não saberei descrevera aqui. Tive que ouvir por uma semana para compreender o que dizia: “cus...cuzzzz!” algo assim. O cuscuz eu já provei e é bom, claro que não se compara com o cuscuz de milho feito na comunidade Poção (Chaval/CE), mas, é apreciável. 
 
A Afonso Pena é uma reta, em cujo asfalto, além dos vendedores ambulantes, também passam pessoas “normais” sem gritos e sem pressa alguma. Nas calçadas nos finais de tarde se observa cadeiras, conversas... Café. De vez em quando aparece um “engraçadinho” se sentindo o dono da rua com sua moto “envenenada” empinando pneu, se exibindo... Caindo. 
 
Nos finais de semana tem os famosos “espetinhos”, são uns quatro ao longo da rua, além dos assados de carnes, baião e feijoada, neles também são vendidos um sarapatel e uma panelada que são coisas absurdas de boas.
 
‘Eita vidão!’ sentar na calçada ao domingo e observar o movimento de pessoas, coisas, sons... Vidas. Rua Afonso Pena parece um ser com vida própria, em cujas vias (veias) pulsa um sangue negro de concreto.
 
P. S.: Afonso Pena foi presidente do Brasil entre 1906 e 1909.
 
Marcello Silva – PHB, 01 de Fevereiro de 2015.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Crepuscular



(a Carmen Silvia Presotto)

Cai a tarde aos pés
Implorando poesias.
Declamo Billac
Leio Carmen

Café puro me congela os neurônios
o conhaque falsificado não me alegra…
Tenho a tarde e as dobras do tempo
em encaixes com postigos…

Entre poemas invento veredas
vestígios de caligrafia
sinais de poesias.

Me identifico…
me perco entre metáforas na solidão crepuscular…


Marcello Silva

sábado, 3 de janeiro de 2015

Taquicardia


Ela adentrou aquele recinto como se trouxesse, no olhar, todos as minhas fantasias. Anjo? Mulher? Quem era enfim, aquele ser que passava...Desfilava com batom vermelho, rosto corado de blash. Como ela descobriu minha realidade? De que portal ela fugiu dos meus sonhos?
Seus olhos fugidios, fingem não me ver... Sensualiza. Vento no rosto, cabelo esvoaçam, parecem chamas... Coração queima... Taquicardia.


P.S: 
AMOR PLATÔNICO.
No romantismo - sinônimo do amor inatingível do qual o amante teria a satisfação no espírito - o sentimento de amor, por si, já se basta.
(Dizem que os poetas não sobrevivem sem seus amores platônicos)


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Mãe, bicho estranho ...


(à Mª de Lourdes V. Silva)

Mãe...
Que bicho estranho é este,
Que sangra lágrimas nas madrugadas?
Que morre todo dia para dá vida à sua prole?
Suicida?
Deveras

De que matéria é constituída?
Parece concreto.
Irredutível rocha

Doce engano...

É maleável
Frágil cristal
Flor das serranias.

E, dizem, que seu colo possui a sinfonia dos anjos e querubins
E seus afagos, o cânticos dos deuses.


Marcello Silva

sábado, 6 de dezembro de 2014

Futebol amador – A inexplicável paixão

Quando trouxe o futebol para o Brasil, talvez Charles Miller não imaginasse a proporção que este esporte ganharia aqui em terras tupiniquins. Hoje, longe dos grandes palcos e espetáculos futebolísticos, este esporte tem função essencial na vida cotidiana dos brasileiros. Em cada terreno baldio, fundo de quintal, ruas, várzea... Enfim, tem alguém jogando bola, pelada, rachão etc.

Aqui, chuteira é artigo de luxo e o fardamento é a pele suada encoberta de poeira. Ou se joga no time A de camisa ou no time B sem camisa. A bola é só um detalhe, basta que seja uma esfera que role e se terá gente correndo atrás dela. Alguns detalhes são peculiares do futebol amador: dentre os quais poderemos citar que, aqueles que possuem melhor técnica e/ou habilidade são os primeiros a serem escolhido, quando se forma os times e os que não são tão íntimos da pelota (ruins mesmo..rs) vão quase sempre para o gol; quanto ao tempo em que se transcorre a partida, quem determina em sua maioria, é o ambiente natural: quando escurece ou o sol esquenta etc. Discussões fazem parte é mais um ingrediente nesta mistura. De vez em quando acontecem alguns “empurrõezinhos” para dá mais emoção, porém, logo se esfria os ânimos e a bola volta a rolar.

Longe dos salários milionários das estrelas desse esporte, aqui não se ganha nada financeiramente, exceto quanto se aposta refrigerantes e o time A venceu, mas chamou o time B para também “molhar a garganta”. Afinal, são todos vencedores. 

E como explicar tal paixão? Como descrever ou compreender o porquê que crianças, no intervalo da aula, debandam no sol quente atrás de uma bola? Como um pai de família, depois de um dia exaustivo de trabalho, encontra ânimo para duelar com outros por uma esfera que rola saltitante em fuga?

O que faz 10, 20 ou 30 pessoas correrem atrás de uma única bola? Dirão os ‘entendidos’ que, ao praticar este esporte, o corpo humano libera a endorfina, o hormônio que nos dá sensação de prazer. Talvez.

Poeira, sol, lama, noite, chuva... Nada disto diminui esta paixão exacerbada do brasileiro pelo futebol amador. Agora, em algum canto desse Brasil de dimensões continentais, tem alguém reunindo os amigos para correrem atrás de uma bola. 

“Bora marcar um joguinho pra sexta?”


Foto: Frederico Haikal

Gotham City a beira do caos

Onde estão teus heróis Gotham City? Em qual dessas pedras teu Batman se esconde? O comissário Gordon se vendeu por uma secretaria em cargo comissionado e os vilões se multiplicam por teus logradouros. Emanam de tuas vias sanguessugas sem grandes poderes sobrenaturais, exceto o de desviar verbas públicas e sugar tuas veias. 

O Coringa, com seu sorriso pérfido, agora persegue teu povo. Ele rir da ignorância (inocência ou medo) de tua gente. Mentirosas criaturas plantaram esperança e agora engendram medo. Enigmático final da charada que ninguém sabe. Quem vai rir por último? Porém, para responder essa indagação é necessário admitir que exista um fim. Será que haverá fim para tua angústia, Gotham City? 

Tuas noites são mais longas e temerárias e teus dias mais exauridos e incertos. Trilhamos a beira do caos. Quem irá nos salvar? O Chapolin Colorado? Não, ele não faz parte do catálogo da DC Comics. 

Enquanto Bruce Wayne se acovarda, os morcegos sanguinários (criaturas da noite) devoram teus sonhos e tuas esperanças, Gotham City. Para saber o que será de ti e de tua gente é necessário esperar o próximo capítulo deste filme insano e interminável. 

Marcello Silva – 29/10/14

terça-feira, 4 de novembro de 2014

A participação dos jovens brasileiros na política

O filósofo grego Aristóteles já dizia que “o homem é um animal político” logo, entende-se que a política é algo indissociável da vida social do homem, quanto indivíduo munido de direitos e deveres convivendo em sociedade. Infelizmente, o termo “política” (do Grego: politikos, significa "de, para, ou relacionado com os cidadãos") está sendo limitado, apenas, ao processo eleitoral e a gestão dos administradores públicos. No entanto, a política engloba todas as ações cotidianas do cidadão que deve estar abastecido de uma consciência crítica para compreender suas obrigações e deveres em um Estado democrático de direito.

É perceptível, ao longo da história, a participação dos jovens na política brasileira. Desde os movimentos de luta pela independência, movimentos abolicionistas, passando pelos movimentos contra a ditadura, impeachment de presidente até às jornadas de junho do ano passado.

Hoje, no Brasil, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) são mais de 23 milhões de jovens com idade entre 16 e 24 anos, aptos a votarem. Isto representa cerca de 16 % do eleitorado brasileiro. Mas, a atual conjuntura política brasileira atrai a atenção dos jovens? E os jovens estão preparados para participar da política?

“Eles não nos representam” era um dos principais gritos da juventude que foi às ruas brasileiras nas manifestações de junho de 2013. Indignados ou alienados? É notório o alto fluxo de informações nos dias atuais com o advento da internet e redes sociais, porém, essa liberdade de informação pode ser prejudicial quando se assimila qualquer conteúdo disponibilizado por esses meios, sem a devida análise crítica. Se por um lado existem as grandes corporações jornalísticas (TV, rádio, jornais, revistas...) por outro lado a internet pode ser uma ‘terra-de-ninguém’ onde se fala tudo e de todos. É crucial os jovens estarem atentos às induções midiáticas, bem como, à eloquência do marketing político, para que não corram o risco de serem manipulados.

Os jovens já herdam dos adultos a ideia preconceituosa a respeito da política, fazendo associações negativas do tema com as falcatruas, troca de favores e conchavos. A minoria dessa juventude é participativa, discute e debate ideias e soluções política, enquanto a maioria assiste passivamente o desenrolar do enredo político nacional. Um dos argumentos que nutre essa passividade é o arcaísmo do jeito de se “politicar” no Brasil, com as velhas oligarquias políticas detendo o comando e o poder, se utilizando de ultrapassadas ideias e programas de governo repetidos. 

Entretanto, a não participação dessa juventude nas elaborações e decisões de interesses públicos, dará continuidade a este atual sistema. Os jovens não tem que se limitarem somente ao ato de votar, este é apenas o ápice do direito (e dever) básico do cidadão. É preciso indagar, propor soluções e buscar alternativas, deixar de ser, apenas, um revoltado na frente do monitor e procurar angariar as mudanças almejadas para a política brasileira. Assim, esses jovens compreenderão que eles não são o futuro, mas o hoje, o agora do Brasil, como disse o pensador austríaco Peter Drucker: “A melhor maneira de prever o futuro é cria-lo”


Por Marcelo Silva

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Mistérios das noites interioranas


(Aos meus avós com suas historias lendarias...)

Quem és tu mistério da noite
Corpo caído face esguia
Que vaga triste e errante
Perambulante na noite fria?

Eis caipora assoviante  
Rainha negra assustadora
Que das matas és dona
E dos animais domadora?

Eis o lobisomem peludo
Feroz fera fugidia
Encantado perigo das noites
Viajante das serranias?

Eis mula -sem –cabeça
De estranhos fogos acesos
Na noite és assustadora
Corredora leve sem peso?

Ou ainda queres ser
saci ousado e brincalhão
Negrinho traquineiro
Prezepeiro da escuridão?

Eis alma penada
Vulto branco na negrura
Veloz e arrepiante
Penetrante na noite escura?

Ou eis o visão da meia noite
Com gemidos doloridos
Perseguidor dos andantes
E errantes perdidos?

Eis o irritante gritador
Condutor de um pesado caixão
Gritante na noite escura
A procura de um ‘respondão’?

Seja esse o que for
Enigmático mistério a bramir
Que agora vá embora
Sem demora pode ir

terça-feira, 26 de agosto de 2014

O Don Juan

O Don Juan nasceu antes mesmo de vir ao mundo, quando no sexto mês de gestação de sua progenitora, foi identificado seu sexo. O Pai logo fez maior algazarra: “Esse vai ser macho igual ao pai”. Dalí em diante todo tratamento e considerações de “macho” se dava a prole por vir: quarto pintado de azul; carros de combate e tanques de guerras; bolas de futebol; espadas... Coleção de Star Wars.

Quando foi para escola arranjou “namoradinha”. Era o orgulho do pai: “esse é meu garoto”, “cuidado com suas cabritas que meu bode está solto”, “é isso ai filhão”. Na telenovela ele via o galã “pegando” várias garotas... Garotas. Garotas por todo canto, desde os comerciais de cervejas às amantes de seu pai.

Seu pai podia ter várias mulheres. Sua mãe só podia ter seu pai. Ficou confuso... Leu a bíblia: “... a paixão vai arrastar você para o marido, e ele a dominará” (Gn 3,16); mesmo casado com Rebeca Abraão tomou outra mulher chamada Cetura; por quatorze anos de serviços Labão deu suas duas filhas, Raquel e Lia, a Jacó. (...)
Aos 13 anos, seu pai o levou a boate da esquina e pagou a mais experiente prostituta. Afogaram sua inocência. Ele gostou, voltou outras vezes. Adiante, conquistar era seu ofício. Ele sentia necessidades de galantear, de provocar sorrisos, gracejos e arrepios na alma feminina. Seu lema era “pegar e não se apegar”. Seu ego suplicava olhares feminis, bocas entreabertas implorando beijos... Cheiro de pele. Na arte da conquista, com seu olhar roubava inocências e incendiava corações; com sua lábia eloquente persuadia meninas, mulheres e senhoras. Era apenas mais uma para alimentar seu instinto de macho. Macho Alfa.

Prossegui sua busca tentando provar para si mesmo que era possível conquistar mais. Ele destruiu namoros, casamentos e causou intrigas. Conquistou mais... Mais.

Até que um dia se descuidou... Apaixonou-se. Foi seu fim. Sentiu na pele a dor causada outrora. Chorou, implorou e pediu amor. Recebeu migalhas...

Hoje é casado, pai de quatro filhos e o mais fiel dos maridos.

Marcello Silva. Chaval/CE - 2014

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Teu cheiro

(á H.T)
Sinuosa menina
nesse dançar de pernas, bailo
no compasso dos teus passos
minhas ideias vacilam

Esmaeço nesse teu cheiro de fêmea
- de pele... Água de colônia - 
Em teus braços sou pecador
Hereges...
Renasço... Revivo em teus beijos.
 Marcello Silva. 04 de outubro de 2013.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Anjo da Morte

Foi amor a primeira vista. Reluzente como um anjo, ela sorriu ao vê-lo. Tinha um brilho rubro como os lábios das mulheres do Bairro da Luz Vermelha. Seu movimento ludibriante imitava o dançar das meninas do Moulin Rouge. Entretanto, possuía a frieza típica de um serial killer.

Juntou dinheiro, deu entrada e parcelou o restante em vinte vezes. Comprou sua assassina em uma manhã fria de janeiro. Mal sabia ele que esta seria sua última amante, seu amor derradeiro e o mais profano.

Enamoraram-se durante meses numa paixão efervescida, comum em recém-casados. Desbravaram a rotina e ingeriram estradas, rodovias, ruas ... Onde um estava o outro se fazia presente. Galoparam mundo afora, era um Dom Quixote em seu Rocinante. De tanta convivência, um era complemento do outro, apesar da apatia dela 

Era uma tarde quente de julho quando saíram para seu último passeio. Ele feliz, ela fria. Ela o excitou e ele concordou com a provocação e ambos voaram sobre o asfalto... No segundo semáforo da avenida "xis", ela inexplicavelmente, o lançou a um poste. Foi seu último contato... Seu último adeus.

Ela a vinte metros dele permanecia fria, indiferente como um psicopata a observar o último suspiro de sua vítima. Assassina.

Marcello Silva, Parnaíba 2014.

sábado, 19 de julho de 2014

Mundo meu

Cresci de mãos dadas com a natureza, entre o rio Ubatuba que passava no meu quintal e as carnaubeiras, incontáveis, no meu terreiro.

Sou bicho do mato: jaguatirica que foge caatinga adentro; sou caipora assobiante que assusta os caçadores em noites escuras; sou tatu-bola adentrando a mãe terra.
 
Sou parte da caatinga que sofre com a estiagem. Quando passa nosso período de inverno chega agosto com suas ventanias fazendo redemoinhos nos pés de Imburana, arrastando folhas e levantando poeira. Entretanto, basta chegar janeiro com suas chuvas torrenciais para essa ‘mata branca’ virar uma festa: o verde ressurge com uma soberania inenarrável e os sabiás, nas moitas de mofumbo, orquestram a sinfonia de cantos da passarinhada.

Cresci vivenciando esses ciclos, tomando banho de chuva, pulando no barreiro d’água e soltando ‘barquinhos’ na grota que desaguava no rio. Cresci escalando os cajueiros, comendo pitombas e ouvindo o cantar gótico da mãe da lua no alto do pau-d’arco se contrapondo aos cantares festivos dos xexéus nas ateiras.

Esse é meu recanto. Pedaço do paraíso. Aqui a felicidade descansa na sombra de um Juazeiro e de onde ouve o sussurro do vento trazendo recados das terras distantes. Esse é meu Éden.
 
 
Marcello Silva e Dinna Silva. Fazenda Porção - 13/08/2012

terça-feira, 15 de julho de 2014

A dor que une


Sobre o caixão de um ente querido
Duas famílias se reencontram
Unidos pela dor...
Antigos insultos esquecidos
Velhas diferenças amenizadas.

As lágrimas de agora
Inundam as mágoas de outrora
Se abraçam como se nunca tivessem se renegados...

A cada aperto de mão;
A cada abraço; 
A cada soluço... O passado se afogava.                                                

 - Poção - 130714 -

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Orgulho de ser brasileiro

Ser brasileiro  é tão complexo. Muito além de um campeonato de futebol ou simplesmente de um jogo. Ser brasileiro é "coisa de alma" é se identificar com cada pedacinho desse "brasilzão". Nossa gente, nossa cultura, nossa arte... Únicos. Falamos português é uma ova! Falamos idioma Brasil (brasiliês, talvez...rs) É essa mistura gostosa que se ouve do norte ao sul;  que se sente; que se ver de leste a oeste...
Quanto ao futebol, meus pêsames! Vergonhoso espetáculo, ridículo até. Como nos vangloriar de ser o pais do futebol e tomar um sacode daqueles?! Nem nos quadrangulares la na Fazenda Porção acontece um negócio desse. Ja pensou a matéria no Blog Chavalzada: Porção perde de 7 a 1 para a Passagem. Não, isso não. Ou ainda na pelada de fim de tarde la no salgado do Rapozal o time do Wellington Magalhães dá 7 a 1 no time do Clécio Teles. Não pode, seria chacota a semana inteira.
 
Adoro futebol, e foi dolorido torcer contra a seleção de futebol mas, ela nunca foi a  minha pátria de chuteiras (desculpas Nelson Rodrigues) minha pátria é maior, minha pátria é mais. Ser brasileiro vai muito além de beijar o escudo da CBF. As  vitórias dessa seleção não me fizeram mais brasileiro, tampouco a derrota de ontem me fez menos. Triste sim, pelo resultado obtido, fere a alma do amante de futebol, sendo ele brasileiro.

Sim! Fui, sou e serei "brasileiro com muito orgulho e com muito amor"

Marcello Silva - Chaval/CE, 09 de julho de 2014