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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Meios de camunicações X Verdades

Hoje, com o advento da globalização, os meios de comunicações são extremamente importantes para o desenvolvimento cultural da sociedade moderna, com rapidez em informações diversas, tornando o mundo em uma “ilha global”. Entretanto, será que esses meios informativos dizem a verdade? Querem de fato, informar e promover a cultura veridicamente
Nem tudo que é dito ou escrito é verdade, há contido, muitas vezes, uma massa de interesse nas informações transmitidas. Os grandes veículos de informações são patrimônios privados e como tais precisam de lucros para se manterem. Nesse constante jogo de interesse e troca de favores, a verdade pode ser distorcida, resumida ou mal interpretada, passando à sociedade a visão de apenas um indivíduo ou grupo social sobre um determinado assunto ou acontecimento.
Alguns meios de comunicação se apegam a coisas desnecessárias ou ditas imorais aos costumes da sociedade, somente porque tais coisas dão mais publico e consequentemente mais lucro.
A televisão, assim como a internet, tem um grande poder persuasivo sobre seus respectivos públicos, ajudando-os ou manipulando-os na formação de suas opiniões, fazendo com que eles sigam o modelo ditado pela mídia.
Assim a mídia vende seus produtos; divulga suas teses; elege seus políticos e dita a moda do consumismo em um eloqüente jogo de marketing que impinotiza os indivíduos. Entretanto, devemos ter consciência crítica sobre as informações repassadas e o poder de decisão sobre o que devemos e o que queremos absorver para nossa formação cultural, intelectual e pessoal.

terça-feira, 20 de maio de 2014

É possível transar com um amigo sem estragar a amizade? - Heloísa Noronha

Nos anos 70, ainda impregnadas pelo perfume hippie da década anterior, as pessoas se dispunham a experimentar diversas formas de se relacionar. Com isso, a gíria "amizade colorida" entrou na moda para se referir aos amigos que transavam estabelecer qualquer vínculo mais sério. O termo usado na época soa um tanto antiquado para os dias atuais, no entanto, fazer sexo com um amigo é algo cada vez mais comum – e aprovado por especialistas, que veem benefícios na prática.


"Trata-se de uma oportunidade de ter alguém de confiança para trocar carinhos e desfrutar momentos de intimidade mesmo não estando namorando", comenta Juliana Bonetti Simão, psicóloga especializada em sexualidade, de São Paulo (SP).

"Muitos homens e mulheres que viveram a experiência de uma 'amizade colorida' continuam a ser amigos, mesmo depois que o sexo acabou. Tudo vai depender de como cada um experimentou essa vivência. Há, inclusive, quem aprenda a se relacionar melhor em relacionamentos futuros", diz a sexóloga Carmen Janssen, de Vinhedo (SP), membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH).



domingo, 18 de maio de 2014

Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil


Observada, no Brasil, uma alarmante estatística associando bebidas alcoólicas a acidente de trânsito, fez surgir em 2008 a Lei Seca, numa tentativa de amenizar esse comportamento de beber e dirigir. Entretanto, passado alguns anos, quais efeitos da implantação dessa lei? E a sociedade, adaptou-se a ela?

Mediante a uma grande divulgação da Lei Seca em rádios, TVs, sites, jornais etc., evidenciando os benefícios que a população teria, obteve-se uma grande aceitação dessa lei pela sociedade brasileira. Campanhas educativas, desenvolvidas por entidades públicas e privadas, aliadas ao rigor legal da Lei Seca, fizeram com que diminuísse os acidentes de trânsito envolvendo motoristas alcoolizados. As estatísticas recentes comprovam essa redução, no entanto, ainda se tem muito a fazer para se ter um trânsito calmo com menos alcoolizados dirigindo automotores.  

Apesar da eficiência da lei, ainda é grande o números de acidentes de trânsito com condutores embriagados. Com frequência se ver, divulgada na mídia, casos cômicos de pessoas bêbadas ao volante, pondo em risco a vida de inúmeras pessoas.

Por mais rigorosa que seja uma lei ou eficientes as campanhas educativas, elas não surtirão efeitos desejáveis se não houver a conscientização da população. É fundamental a participação do Estado, mas o desejo de mudar esse cenário tem que partir de cada cidadão brasileiro.

Marcello Silva. Parnaíba/PI, 2014

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

E agora José?

Como um bom chavalense desalinho a andar por estas ruas, ingerindo o contraste entre o belo e o descaso. Em uma dessas andanças, encontrei um cidadão de aproximadamente 1,70 m de altura, 45 anos cujo nome e profissão não direi (por receio, afinal estamos em Chaval) trazia consigo algumas sacolas, nas quais continha o mínimo de uma cesta básica. Darei a ele o nome fictício de “José”.

Senhor José e eu conversamos por um longo período; ele se mostrou indignado com a ‘política nacional’ e ao mesmo tempo tão alheio como se não fizesse parte dela. Desconhece o real sentido do termo “política”. Visto que no Brasil há 78 partidos políticos registrados no TSE. Por isso as siglas não significam nada para ele e para a imensa maioria dos brasileiros. Pois é, Sr. José, somos nós que elegemos os “engravatados” de lábia eloquente. Esses que foram em tua casa, apertaram tuas mãos; abraçaram fortemente e te prometeram “mundos e fundos” e você (inocente senhor) acreditou mais uma vez 

Seu José não sabe que o peso do Estado sobre a sociedade é o principal entrave ao desenvolvimento do Brasil; desconhece o que é reforma política ou reforma tributária, muito menos, choque de gestão. No fundo de sua ignorância (inocência) afirma que não paga impostos e que o Governo Federal é “pobrezinho”. Discordo, meu caro amigo, o Brasil lidera a lista dos países com maior carga tributária do planeta, em 2010 o total de impostos pago no país alcançou R$ 1,26 trilhão quase o dobro do crescimento do PIB. Seu José no ano passado trabalhou, em média, 140 dias para sustentar a máquina pública e ainda acredita que o governo dar “de graça” bolsas, subsídios e aposentadoria. É uma dissimulação, no ano passado com todo o PAC, o governo central investiu apenas 2% do PIB em infraestrutura. O Bolsa Família consumiu em 2010 cerca de 0,2% de tudo que o Governo Federal arrecadou no período. Pois é... Senhor José, paga imposto sim! Inclusive nesses itens básicos de alimento que você leva nestas sacolas: paga 18% no arroz e no feijão; 18,7% do quilo de carne são impostos; no café 36,52% e na manteiga 36%.

 E em troca de tantos impostos recebemos saúde de baixa qualidade, educação sofrível, falta de segurança e uma ineficiência colossal da máquina publica.
  
Seu José acha engraçado ter “palhaços” á frente de comissões parlamentares. Certamente ele não sabe que junto com esses “palhaços políticos” foram uns “políticos palhaços” acusados de diversos crimes e réus de inúmeros inquéritos. Esses mancham a constituição com medidas provisórias e emendas constitucionais desnecessárias e, no entanto, são incapazes de elaborarem uma reforma política que acabe com os privilégios parlamentares; que der fim ás legendas partidárias e que der transparência a democracia brasileira.

E agora José? São os “engravatados sanguessugas” que ingerem teu suor; que tira de teu prato a tua comida; que negam aos teus filhos uma educação e uma saúde de qualidade. Cuidado senhor José, quando eles chegarem de madrugada batendo em tua porta te oferecendo algumas telhas, tijolos ou cimento em troca de teu voto. Pois, se continuarmos agindo da mesma forma, com ideias tão arcaicas, o slogan “Brasil, o país do futuro”, não passará apenas, de uma mera utopia.

Marcello Silva - Chaval/Ce. Março de 2011